Prefeitura realiza busca de alunos ausentes em Criciúma; entenda

Até o momento cerca de 200 alunos voltaram a frequentar as salas de aula das escolas municipais, após visita de assistente social; veja como funciona a busca

Em busca de diminuir a evasão escolar causada pela pandemia da Covid-19, a Secretaria de Educação de Criciúma tem realizado a busca ativa desses estudantes. Até o momento mais de 200 alunos retornaram às salas de aula, após a visita de uma assistente social, na rede municipal de ensino em Criciúma.

“Vou até a casa do aluno e convenço o pai, da importância de ele estar na escola. Acabo descobrindo bastante questões de vulnerabilidade, miserabilidade, doenças, comorbidades, pais em situações financeiras complicadas e faço, também, o encaminhamento. Aguns casos para o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), outros para ao CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social). Faço todo o estudo sócio econômico e social”, explica assistente social da Educação, Adriana Alves de Andrade.

A secretaria ainda está em busca da volta para a sala de aula de 120 alunos. Ao todo o levantamento apontou cerca de 300 crianças que não estavam comparecendo às aulas.

“Este trabalho está muito alinhado dentro da Secretaria de Educação. Os nossos profissionais realizam as buscas ativas diariamente e sempre estamos atentos aos números. Sabemos da importância desse trabalho, do convencimento que a escola é um lugar seguro e está preparada para receber os alunos”, frisou o secretário municipal de Educação, Miri Dagostim.

Assistente Social visita família para entender os motivos e buscar convencer os alunos a voltarem às salas de aula em Criciúma – Foto: Divulgação/Decom/NDAssistente Social visita família para entender os motivos e buscar convencer os alunos a voltarem às salas de aula em Criciúma – Foto: Divulgação/Decom/ND

Busca ocorre após série de faltas na escola

A visita da assistente social da Educação à família ocorre após o aluno ter cinco faltas consecutivas e ou sete alternadas durante o mês, e a escola municipal fazer cinco tentativas de contato com a família dos estudantes. Após as cinco tentativas sem resultado, a unidade escolar encaminha para o setor de Assistência Social da Educação.

“Encaminhado para o setor, eu faço a busca ativa desses alunos, vou até nas residências e converso com os pais ou responsáveis para entender o que está acontecendo. Nesse momento, fazemos a orientação e falamos sobre a importância desse aluno estar na escola”, explica Adriana.

Conforme ela, a Assistência Social tem sete dias para resgatar esse aluno, caso não obtiver sucesso, a escola faz o encaminhamento para o Programa de Combate à Evasão Escolar (Apoia) do Conselho Tutelar, que também tem o prazo de 14 dias para buscar uma solução, após isso é encaminhado ao Ministério Público.

“Muitos casos, eu vou mais de uma vez na casa da família e começamos a ter uma abordagem diferente. Agora, estamos esperando o aluno se arrumar e acompanhamos ele e os pais até a escola”, ressalta a assistente social.

“Lugar de aluno é na escola”, afirma prefeito

Além das visitas domiciliares, são realizadas reuniões com os pais ou responsáveis no período noturno e encaminhamentos intersetoriais quando identificado a necessidade das famílias, como as secretariais de Saúde, Assistência Social e demais órgãos.

“Nosso pedido de retorno presencial está sendo atendido, tanto pelos pais quanto pelo trabalho de nossa equipe. Lugar de aluno é na escola”, destacou o prefeito Clésio Salvaro.

Após o retorno do ensino presencial, mais de 15 mil alunos já retornaram às salas de aula nas 65 escolas da rede municipal de ensino. O que corresponde a cerca de 80% dos estudantes.

Medo da Covid-19

O principal motivo de os pais, muitas vezes, não enviarem os filhos para a escola é o medo da Covid-19.

“A maioria é medo de pegar a Covid-19. Algumas por comorbidade, as vezes tem asma muito forte, entre outros”, ressalta.

Ela garante que o retorno é tranquilo e seguro. Além disso que as escolas todas estão seguindo o Placon da Educação Estadual (Plano de Contingência Estadual para Educação).

“Escolas estão cumprindo corretamente o Plancon, não é aquela correria tem que voltar a escola. O distanciamento está sendo seguido, tudo de acordo”, garante ela.

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