Procura intensa por materiais escolares na véspera da volta às aulas em Joinville

Aproximadamente 85 mil alunos serão recebidos nas quase 150 instituições de ensino da rede municipal nesta quarta

Carlos Junior/ND

Nesta terça-feira (9) de carnaval, quem saiu às ruas foi o bloco dos pais para procurar os melhores preços para a lista de materiais exigida pelas escola

Nesta quarta-feira, aproximadamente 85 mil alunos serão recebidos nas quase 150 instituições de ensino da rede municipal. E além das escolas municipais, outros 62 CEIs são conveniados à Secretaria de Educação de Joinville. Na rede estadual, os estudantes só retornam às aulas na próxima segunda-feira (15).

São cerca de 45 mil alunos no ensino fundamental, 17 mil na educação infantil e mais 3.700 alunos atendidos na rede conveniada, também na educação infantil. Na terça-feira (9) de Carnaval, quem saiu às ruas foi o bloco dos pais, que mesmo com o calor acima dos 30º C que fazia à tarde em Joinville, pesquisou os melhores preços para completar a lista de materiais exigida pelas escolas.

A Casa Sofia foi um dos destinos de quem deixou as compras para a última hora. O gerente da loja, Leomar Alves dos Santos, conta que esta procura pelos materiais escolares tem sido rotineira e que o valor da compra depende do que os pais estão dispostos a pagar. “Nós já estamos nesse ritmo há dias. E os itens mais procurados são sempre os cadernos, lápis, borracha. Tem valores para todos os bolsos”, explica.

E opções não faltam. São inúmeros cadernos com temas que vão do fenômeno infantil Frozen até os super-heróis, sempre em voga na preferência da criançada. As mochilas estão cada vez mais incrementadas, com rodinhas, estampas diferentes e algumas possuem até asas.

Para a vendedora autônoma Patrícia Conrratt Baptista, de 43 anos, a busca pelos materiais teve a companhia das filhas Letícia, Lívia e da sobrinha Catarina, que veio de Curitiba passar o feriado com as primas. Com a cestinha em mãos, Patrícia conta que é difícil conter o entusiasmo das meninas, que são seduzidas facilmente pelas inúmeras opções que a loja oferece. “Eu já havia pesquisado antes, mas deixei para comprar agora, porque cheguei há pouco de viagem. Eu gostaria de vir fazer as compras sozinhas, mas elas quiseram vir. Eu só tento dar uma controlada nelas”, brinca.

Em janeiro, o Procon de Joinville divulgou uma pesquisa de preços em cinco lojas que comercializam materiais escolares na cidade. Foram pesquisados 67 itens com o menor valor e também produtos idênticos e marcas líderes de mercado, para que o preço pudesse ser comparado.

A pesquisa apontou diferenças superiores a 200% no mesmo produto, o que explica a importância do quanto a pesquisa é necessária para a economia do consumidor.

Materiais mais caros

De acordo com a Abfiae (Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares), os preços dos artigos escolares aumentaram 10% em relação ao ano passado. A entidade atribui essa elevação à tributação excessiva, desvalorização do real e o aumento dos insumos e da mão de obra.

Produtos fabricados no país, como caneta, borracha e massa escolar, podem apresentar reajuste de até 12%, enquanto importados, como mochilas, lancheiras e estojos, têm aumento entre 20% e 30%.

A manicure Neide Bianchi, de 35 anos, afirma que, mesmo com muita pesquisa, sentiu esse aumento. Mas mesmo com a alta, a manicure comprou materiais para os dois filhos – Joaquim e Miguel – e saiu da loja com sacolas cheias. “Eu já havia saído no sábado e comprado um pouco de material e hoje vim terminar de levar o resto. Eu notei que o preço das mochilas e do penal aumentou bastante”, conclui.

Participe do grupo e receba as principais notícias
de Joinville e região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.
+

Educação

Loading...