João Paulo Messer

Política, economia, bastidores e tudo que envolve o cotidiano e impacta na vida do cidadão de Criciúma e região.


Professor da UFSC provoca indignação em sua terra natal

Estudioso diz que estátua homenageia um matador de índios

A publicação do professor do departamento de História da UFSC, Waldir Rampinelli, feito no canal de notícias do IELA (Instituto de Estudos Latino Americanos), caiu como uma “bomba” em sua terra natal, Nova Veneza, no Sul do Estado.

Nela, ele condena homenagem feita pela cidade ao agrimensor italiano Natale Coral, considerado um dos heróis da colonização. A acusação é feita com citações bibliográficas e até depoimento pessoal de histórias que teria ouvido quando adolescente, que rotulam o homenageado como “bugreiro”, que é um matador de índios.

A família reagiu indignada com uma nota em que questiona inclusive a universidade e promete adotar medidas judiciais para reparar o que considera acusação inverídica.

A aprovação da homenagem mereceu solenidade na Câmara de Vereadores de Nova Veneza – Foto: Câmara Municipal de Vereadores de Nova VenezaA aprovação da homenagem mereceu solenidade na Câmara de Vereadores de Nova Veneza – Foto: Câmara Municipal de Vereadores de Nova Veneza

Classifica a atitude do governo municipal e da Câmara de Vereadores como uma atitude na contramão da história. Rampinelli lembra que enquanto no mundo estátuas de escravocratas são derrubadas de seus pedestais num ato de revisionismo histórico, a sua cidade constrói uma praça em homenagem a um “chefe de massacres indígenas”.

Citando livros, entre eles o escrito pelo padre local – já falecido – Monsenhor Quinto Davide Baldessar, com o título “Os Imigrantes”, Rampinelli acentua o que seria o requinte de crueldade liderado pelo atualmente homenageado. No vídeo que circula entre mãos de indignados conterrâneos do professor, a narrativa rica em detalhes do que teria sido o “massacre de palermo” na versão sulcatarinense. Observação que as pesquisas de google sobre “massacre de palermo” remetem a outro episódio, este ocorrido na Itália.

Em novembro de 2019 foi aprovado o projeto que denomina a Praça Natale Coral. No mesmo local, em maio de 2020, foi erguido no local um mastro que tem o equivalente à altura de um prédio de 6 andares e chega a 18 metros com uma base fortíssima de ferro e concreto. Refletores no alto do mastro iluminam a bandeira azul, que é a cor primordial do brasão da família Coral.

Sobre a polêmica governo municipal e Câmara de Vereadores ainda não se manifestaram.

Nicola Gava, um dos familiares revela que há no projeto inicial da praça, inclusive, uma homenagem aos índios Xokleng, que ocupavam as terras por ocasião da chegada dos imigrantes.

Veja o vídeo:

Nova Veneza na contramão da história

NOVA VENEZA NA CONTRAMÃO DA HISTÓRIA – O Curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, da UFSC, lançou uma nota de repúdio na qual denuncia a municipalidade da cidade catarinense de Nova Veneza, por ter inaugurado uma praça em homenagem a um conhecido matador de indígenas, Natale Coral. Ele consta nos livros de história como um dos mais selvagens “bugreiros”, pessoas que faziam incursões armadas pelo território, matando indígenas e cortando-lhes as orelhas. Corale é conhecido em Nova Veneza por ser um dos fundadores da colônia italiana na região, faz parte da elite local. Segundo a prefeitura a praça ainda será completada com um memorial, duas rosas dos ventos e uma baliza topográfica em forma de flecha, representando o povo indígena que vivia ali. Para o professor de História e filho da cidade, Waldir Rampinelli, essa praça é um insulto aos povos indígenas e à humanidade.

Posted by Instituto de Estudos Latino-Americanos – IELA on Saturday, February 6, 2021

Nota oficial dos descendentes do NATALE CORAL

Isso não é verdade…. Natale Coral foi o agrimensor que traçou toda Colonia Nova Veneza, um grande homem do bem. Esse depoimento é maldoso de inverdades não registra a história oficial. A família dos descendentes do AGRIMENSOR IMIGRANTE ITALIANO NATALE CORAL está tomando providências de pedido de retração e providência jurídicas. Natale Coral desde 1891 viveu em Nova Veneza até 1911, viveu apenas 20 anos na “Colonia Nuova Venezia” quando faleceu com apenas 52 anos. Aqui teve seus 12 filhos, e muito exemplos obras sociais e religiosas além de agrimensor, não deveria ser tratado com essas inverdades que são fantasias folclóricas. O próprio depoimento, do vídeo é contraditório. Uma Universidade deveria ter mais respeito com a memória e a família do NATALE CORAL antes de ventilar. Triste que tudo tem a cunha de um neoveneziano, que quer ventilar essas inverdades.