Professora de creche em Florianópolis divide sala de aula com mentoria de capoeira

Minnie fundou a Escola de Capoeira Maré Brasil junto à família e conta que a prática do esporte ajuda a manter a leveza diária

Em uma creche municipal sediada no Santinho, em Florianópolis, a professora Karime Danielle, chamada de Minnie, é responsável por um grupo de crianças entre 5 e 6 anos. Quando sai do ambiente de ensino tradicional, ela trabalha como monitora na Escola de Capoeira Maré Brasil, criada junto a seu marido Anderson, o contramaestro Rato.

A Capoeira permite que Minnie aprenda a passar pelos desafios da rotina com leveza e ginga – Foto: Divulgação/PMF/NDA Capoeira permite que Minnie aprenda a passar pelos desafios da rotina com leveza e ginga – Foto: Divulgação/PMF/ND

Os dois fundaram a escola em 2008 com o objetivo de desenvolver a cidadania nos participantes, além de fortalecer a saúde e o bem-estar. Os três filhos do casal, Kauan, de nove anos, Byanka, com oito anos e o mais novo, Kaue, de três anos, participam com os pais das atividades no espaço da família ou nas rodas de capoeira e apresentações ao ar livre.

Chamada de Minnie, ela explica que este é seu nome de batismo na cultura da capoeira, que mistura esporte, luta, dança, música e brincadeira. As aulas são teóricas e práticas e ensinam movimentos ágeis com o uso dos pés, das mãos e de elementos ginástico-acrobáticos.

Professora de capoeira, Minnie também dá aulas tradicionais para crianças entre 5 e 6 anos do Santinho - Divulgação/PMF/ND
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Professora de capoeira, Minnie também dá aulas tradicionais para crianças entre 5 e 6 anos do Santinho - Divulgação/PMF/ND
As práticas de Minnie na Escola de Capoeira acontece ao lado do marido e dos filhos - Divulgação/PMF/ND
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As práticas de Minnie na Escola de Capoeira acontece ao lado do marido e dos filhos - Divulgação/PMF/ND

Aos 38 anos, a professora pratica capoeira há 16 e explica que, com o esporte, consegue capturar elementos que vão com ela para a prática na creche municipal.

“De maneira brincante, foco em valorizar a cultura da infância e as individualidades dos integrantes de cada grupo em que atuo, situando-os como seres portadores de direitos, promovendo um movimento de ensino-aprendizagem significativo”.

Também é no esporte que encontra a calma para levar a vida, como conta: “nutre o meu corpo, a alma e o coração, enriquece meu ser. Sinto-me mais confiante, fortalecida e disposta a desenvolver o melhor em mim e enfrentar os desafios cotidianos gingando com leveza e mandinga”.

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