Professores do Estado decidem se entram ou não em greve nesta terça-feira (17)

O governo entregou proposta com descompactação da tabela, mas o sindicato da categoria não descarta possibilidade de greve

O governo do Estado entregou, na tarde de segunda-feira (16), a última proposta salarial aos professores catarinenses. A estruturação de uma nova tabela para a categoria prevê a descompactação da carreira e valorização dos profissionais com especialização, mestrado e doutorado. No entanto, o Sinte-SC (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina) não descarta a possibilidade de uma greve começar nesta terça. A decisão, se a categoria aceita ou não a proposta do governo será tomada em assembleia estadual, a partir das 14h, no CentroSul.

De acordo com o secretário de Estado da Educação, Eduardo Deschamps, a tabela passou de 12 para seis níveis – que indicam a formação do profissional – e de sete para dez referências – que viabilizam a progressão salarial diante dos anos de trabalho. Sendo assim, os professores que na antiga tabela estavam com progressão estacionada, poderiam evoluir em ganhos salariais. Na tabela, os reajustes salariais podem chegar a 30%, 70%, 90% ou mais, dependendo do nível. Dessa forma, um professor, com nível superior, que recebia, em abril de 2011, R$ 993,16, passa a receber R$ 1.886,13.

Mas o governo quer aplicar os novos reajustes em cinco partes, entre 2012 e 2013: em agosto de 2012, janeiro, maio, setembro e dezembro de 2013. “Para que isso seja possível, vamos ter que fazer um controle das contas, na contratação de pessoal e, também, reprogramar investimentos do Estado em educação”, disse. Deschamps, entretanto, garantiu que não vai haver impacto maior que os R$ 600 milhões previstos nos cofres da secretaria.

 “A folha, no ano passado, era projetada para R$ 1,4 bilhão e vai chegar a R$ 2,1 bilhões neste ano”, destacou o secretário.

O vale alimentação da categoria também deve sofrer alterações, segundo a proposta do governo: passará de R$ 6 para R$ 12. Deschamps garantiu ainda a realização de concurso público no segundo semestre deste ano e instituiu data base para os professores. “Vamos continuar em constante diálogo com a categoria”, completou.

“Parcelamento já havia sido rejeitado”

O Sinte-SC não tem confirmação sobre o início ou não de uma greve, que será decidida em assembleia. Mas a presidente do sindicato, Alvete Bedin, afirmou que a proposta do governo não contempla o que a categoria reivindica. “Em assembleia, os professores já haviam rejeitado o parcelamento dos 22,22%, índice de reajuste aplicado ao piso nacional do magistério, que passou para R$ 1.451. Caso a categoria não aceite a nova proposta do governo, a greve começa amanhã (terça)”, ressaltou.

O sindicato teme que o governo não dê conta de fazer o pagamento no próximo ano, já que haverá nova negociação salarial e novos reajustes.

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