Professores revelam inspirações e motivações para ensinar todos os dias

No Dia dos Professores, o Balanço Geral Florianópolis contou a história de alguns dos professores da Ilha de Santa Catarina

Todos os dias dentro de uma sala de aula. Todos os dias a tarefa de ensinar. A professora de português Cláudia Natividade Vieira leva para os alunos os conhecimentos da nossa língua. Uma relação de amor com o ensino que começou em 2008 e que se fortaleceu com o passar dos anos.

“Só o conhecimento, só a educação muda as pessoas e as pessoas mudam o mundo. Então, é certeza que a gente faz a diferença”, contou Cláudia.

A relação de amor com o ensino começou em 2008 para a professora Cláudia Natividade Vieira – Foto: Reprodução/NDTV RecordTVA relação de amor com o ensino começou em 2008 para a professora Cláudia Natividade Vieira – Foto: Reprodução/NDTV RecordTV

Nas aulas, os alunos não estudam só os conteúdos de português, mas também aprendem sobre comportamento, vivência, sentimentos. As aulas que nunca são iguais. A cada dia um novo conteúdo. A cada dia a sensibilidade de saber como conduzir a rotina com crianças e adolescentes completamente diferentes.

“Quando a gente começa na profissão, a gente não imagina o que é, o que vem pela frente, as vivências que eles vão trazer, as dores que eles vão trazer. E daí, quando a gente vê que tá fazendo a diferença e que num período em que eles ficaram sem a gente, por cerca de um ano, um ano e meio, e a gente voltando eles disseram: ‘que alegria ver a tua nuvenzinha no quadro, como eu senti falta disso’. Isso faz a gente ter certeza que tá no caminho certo”, disse a professora Cláudia.

Na sala multimeios, essa sensibilidade se faz ainda mais necessária. Lá acontece o atendimento educacional especializado, onde os professores ajudam no desenvolvimento de estudantes com deficiência, com autismo ou com altas habilidades. Um espaço que enche a professora Maria Aparecida Goulart de orgulho.

“É muito satisfatório porque a cada dia a gente consegue ver pequenas vitórias deles. E cada pequena vitória é uma grande vitória para nós”, disse Maria Aparecida.

O estudante Davi é a prova que o trabalho cheio de dedicação dos professores pode fazer muita diferença. De acordo com a mãe dele, Helen Ribeiro, “ele começou a evoluir muito mais do que quando ele fazia o próprio tratamento no hospital, na clínica. Ele começou a interagir com outras crianças, ele começou a brincar com outras crianças, coisas que o Davi não fazia”.

O professor de educação física Evanes Carvalho Ferreira faz com que as aulas sejam dinâmicas – Foto: Reprodução/NDTV RecordTVO professor de educação física Evanes Carvalho Ferreira faz com que as aulas sejam dinâmicas – Foto: Reprodução/NDTV RecordTV

E nem sempre é preciso estar em sala de aula para aprender. Nas quadras de esportes, a criançada mexe o corpo, se diverte e gasta energia. É um dos momentos favoritos do estudante Benjamin dos Santos, de 7 anos, na escola. “Eu gosto de fazer aula de educação física e de matemática”, contou o menino.

O professor de educação física Evanes Carvalho Ferreira faz com que as aulas sejam dinâmicas, traz novidades e incentiva a prática esportiva todos os dias. Quem sabe o professor que foi escolhido pela profissão um dia transforme um aluno em atleta.

“Eu era atleta. Aí, comecei a estudar a respeito e comecei a dar aula. Eu vi que eu gostei e que tinha o dom pra dar aula, passar o conhecimento e aprender com eles também”, afirmou Ferreira.

Inspiração para a carreira

Quem passou por essa fase de ir pra escola, de percorrer os corredores, brincar, estudar, com certeza tem um professor que ficou marcado na memória. Aquele profissional que por um motivo ou outro fez a diferença. E esse professor da infância, da adolescência muitas vez foi a inspiração para a escolha profissional.

A diretora de escola Mariana Vieira teve bons professores e lembra de muitos com carinho. A decisão de seguir nessa carreira foi baseada nas vivências que teve em sala de aula. Para Mariana, “ser professor é isso, é marcar a vida do aluno de forma positiva”.

Na memória do estudante Eduardo Carvalho da Silva, hoje com 14 anos, com certeza ficará o apoio que recebeu num dos momentos mais difíceis da vida. Foi a professora, em sala de aula, que deu força quando a mãe faleceu no início da pandemia.

“É uma pessoa muito boa de coração, uma pessoa que sempre me ajudou. No dia que eu vim pra escola, que eu fiquei sozinho na sala, ela trouxe o notebook, para eu fazer uma tarefa que eu não tinha feito e eu me senti especial, porque foi uma coisa que nunca tinha acontecido comigo antes. E é uma professora que eu gosto muito”, disse o adolescente.

Tecnologia e aprendizado

O estudante Patrick da Silveira, de 10 anos, pode ainda não perceber, mas a aula de tecnologia educacional tem despertado muito a imaginação. Nelas, a tarefa é desenhar no computador e depois produzir um texto. E é aí que o menino viaja pela história.

Unir tecnologia e aprendizado nesse mundo tão virtual, com uma geração tão conectada é o que move a professora de tecnologia educacional Katia Elaine Guimarães. Ela se envolve, se entrega e faz de cada aula uma troca de experiências.

Segundo Katia, sua aula “é o letramento digital, é unir a tecnologia com uma produção textual, com cálculo matemático. Eu sei que o meu trabalho é um trabalho de formiguinha, mas me deixa muito orgulhosa saber que eu deixo um pouquinho de conhecimento em cada um deles”.

Em cada sala de aula que se entra há uma nova história, um profissional diferente, um professor por vocação, por dom, por amor. Pessoas que merecem reconhecimento, aplausos e as mais altas honrarias pelo trabalho desenvolvido todos os dias com cada estudante.

O secretário de Educação de Florianópolis, Maurício Fernandes Pereira, destacou que “o professor é um gigante. Todo mundo deveria valorizar demais porque é a única profissão que todos vão passar por ele. Para você ser um médico, teve um professor. Para você ser engenheiro, teve um professor. Repórter, câmera, teve um professor. Eu acredito que essa pandemia nos ajudou a ver uma série de questões que a gente não prestava atenção e uma delas é valorizar o professor ainda mais”.

Confira mais informações na reportagem do Balanço Geral Florianópolis!

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