‘Recebemos várias fake news’, diz deputado sobre lei de ensino da história da mulher em SC

Texto prevê a criação de atividade extracurricular sobre a "História das Mulheres do Campo e da Cidade de Santa Catarina"

A aprovação do PL (Projeto de Lei), na última terça-feira (14), na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina), para a criação da atividade extracurricular das escolas catarinenses da “História das Mulheres do Campo e da Cidade de Santa Catarina”, gerou retaliações por parte de alguns catarinenses.

Projeto prevê atividade extracurricular para as escolas de Santa Catarina – Foto: Marcos Santos/ USP Imagens/ Fotos Públicas/NDProjeto prevê atividade extracurricular para as escolas de Santa Catarina – Foto: Marcos Santos/ USP Imagens/ Fotos Públicas/ND

O deputado Ismael dos Santos (PSD) protestou, nesta quinta-feira (16), contra a divulgação de uma postagem que ele classificou como fake news, onde indica que o Parlamento catarinense teria aprovado um projeto “revolucionário para a educação básica de cunho feminista”.

“A PL, primeiro, não tem cunho feminista, mas o objetivo de valorizar a história de mulheres que contribuíram de forma empresarial e artística em Santa Catarina”, explica o deputado em contato com a reportagem do ND+.

O texto tem como autora a deputada Luciane Carminatti (PT) e Ismael dos Santos acredita que este é mais um motivo para repúdios contra o projeto.

“Entendemos que o outro lado não votaria em projetos de pessoas do PT, mas foi aprovado em grande maioria, recebendo 20 votos favoráveis”, complementa.

Entenda o PL

O PL 86/2019 prevê a inclusão no currículo da educação básica nas escolas públicas e privadas de Santa Catarina o conteúdo “História das Mulheres do Campo e da Cidade em Santa Catarina” como atividade extracurricular.

Ainda conforme o texto, o conteúdo tem como objetivo promover aos alunos o conhecimento da “história das mulheres de destaque e também coletivos e outros movimentos que contribuíram para a emancipação das mulheres, para encanar espaços de igualdade de gênero e o engrandecimento do Estado”, sugere o projeto.

Dessa forma, indica a apresentação da trajetória pessoal e profissional, se for o caso, de mulheres dos diversos segmentos, por exemplo, educação, política, direitos humanos e saúde, “incluindo todas as etnias presentes no Estado, com o cuidado especial de salientar as conquistas das mulheres negras, quilombolas e indígenas”.

O texto inclui que o conteúdo deve ser formulado considerando as especificidades e realidades de cada faixa etária e condições de aprendizagem. Após a aprovação, as escolas terão o prazo de um ano para se adequarem as determinações da lei.

O que é atividade extracurricular

De acordo com a definição do Ministério da Educação, atividades extracurriculares são utilizadas para diversas finalidades, por exemplo, despertar a criatividade e o talento nos estudantes e melhorar o desempenho em sala de aula.

Escutada pela pasta, a presidente da Abpp (Associação Brasileira de Psicopedagogia), Quézia Bombonatto, as atividades complementam e enriquecem a vivência acadêmica e favorecem o processo de formação.

Fazem parte desses trabalhos aulas de reforço de conteúdo programático, oficinas de artes (teatro, música, artes plásticas, dança), esportes, arte culinária, artesanatos, marcenaria e feiras culturais, entre outras atividades. Dessa forma, a presidente acredita que essas atividades podem trazer ganhos no desempenho acadêmico quanto na formação geral do indivíduo.

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