Servidores da Educação de Itajaí decretam paralisação das aulas presenciais

Município ainda não foi notificado da decisão. Greve deve começar na terça-feira (16)

Na noite desta quarta-feira (10), durante Assembleia Geral Virtual, os servidores da Educação de Itajaí anunciaram que devem entrar em greve a partir da próxima terça-feira (16).

A paralisação foi decretada pelo Sindifoz (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais da Região da Foz do Rio Itajaí). Mais de 92% dos servidores votaram favoráveis a paralisação das atividades presenciais, mantendo as aulas apenas de forma remota, como foi durante todo o ano de 2020.

De acordo com a secretaria de Educação, a pasta conta com 3,5 mil profissionais entre professores agentes, secretários, diretores escolares entre outros, destes apenas 468 participaram da assembleia.

O sindicato pede ainda que para o retorno das atividades presenciais, toda categoria envolvendo professores e servidores que atuam fora das salas de aula sejam vacinados contra a Covid-19.

Apenas atividades presenciais devem ser suspensas. Aulas seguem em modo online  – Foto: Maria Fernanda Salinet/NDApenas atividades presenciais devem ser suspensas. Aulas seguem em modo online  – Foto: Maria Fernanda Salinet/ND

O município deve ser notificado nesta quinta-feira (11) e a paralisação deve começar na terça-feira (16), respeitando o prazo legal. Até a manhã desta quinta a secretaria de Educação não havia sido notificada.

Mais segurança para o ambiente escolar

“A luta é pela vida”, destacaram os servidores sobre o resultado da votação. Na pauta da greve, também está a vacinação da categoria, para que as aulas presenciais retornem apenas quando for seguro para a comunidade escolar.

Há mais de um mês a categoria e o Sindifoz vêm cobrando do município medidas para frear o avanço da contaminação por Covid-19 nas escolas municipais, tanto em servidores, quanto de profissionais terceirizados e alunos.

“Com o crescimento exponencial de casos nas escolas, diante de vários relatos de descumprimento do plano de contingência, somado ao colapso do atendimento da Saúde na região, com falta de leitos de UTI e Unidades de Saúde sobrecarregadas, os servidores tomaram a decisão de parar as atividades presenciais”, afirma a nota apresentada pelo sindicato.

Desconformidade entre o número de positivados

A nota do Sindifoz traz ainda um levantamento feito junto aos servidores: desde o início das aulas presenciais até a manhã de quarta-feira, eram 107 servidores que testaram positivo, 27 alunos, 6 terceirizados e 81 casos suspeitos. Essas informações são extra oficiais, coletadas pelos próprios servidores.

Já a secretaria de Educação afirma que não procede esses números, de acordo com a Perícia Médica de 01/02 a 05/03 foram 34 profissionais da educação positivados. Segundo dados da Perícia Médica do Município.

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