Trajetórias do Colégio Catarinense e de Florianópolis se unem desde a Vila de Desterro

Na instituição de ensino, estudaram gerações de catarinenses que hoje fazem a diferença na cidade, no país e em todo o mundo

Aula de Monitoria Externa – Foto: Divulgação/Colégio CatarinenseAula de Monitoria Externa – Foto: Divulgação/Colégio Catarinense

As trajetórias do Colégio Catarinense e de Florianópolis estão interligadas desde que a cidade nasceu, do primeiro jogo de futebol à comemoração do Centenário da Independência do Brasil na capital de Santa Catarina.

Ainda em 1553, houve o primeiro registro da passagem jesuíta por Santa Catarina, quando o padre Leonardo Nunes visitou Laguna e a bucólica e promissora Desterro. Anos depois, em 1751, a pedido de Dom João I, estabeleceu-se na então Vila de Desterro, onde atualmente está localizado o prédio dos Correios, uma instituição educacional que oferecia formação catequética e intelectual aos filhos dos colonos açorianos.

Durante nove anos, esse colégio cresceu e chegou a contar com 50 alunos, até que, por decreto do Marquês de Pombal, em 3 de setembro de 1759, os religiosos da Companhia de Jesus foram expulsos de Portugal e de seus domínios, fazendo com que os jesuítas que haviam se estabelecido por aqui tivessem que abandonar a obra. A presença da Companhia de Jesus na Ilha data desde a fundação do primeiro colégio, em 1751, ou seja, mais de 260 anos de história e contribuição jesuíta ao Estado.

Houve ainda outras duas tentativas de implantar um colégio jesuíta na Ilha (1845 e 1864).  Apenas após a terceira tentativa, em 30 de agosto de 1905, é   criado o então Ginásio Santa Catarina, por meio da Lei Estadual n. 669, hoje Colégio Catarinense.

Desde aquela época, destaca o professor Marcos Lacau da Silveira, Coordenador de Atividades Complementares, estudaram gerações de catarinenses que fizeram e fazem a diferença não apenas na cidade, mas também no país e no mundo, nas mais diversas profissões e atividades, como pesquisadores, médicos, engenheiros, educadores, advogados, entre tantas outras áreas de atuação. “Além disso, o Colégio Catarinense sempre primou pela ética e justiça como princípio de ação educacional, no sentido de educar para termos pessoas que trabalhem para o bem comum.”, afirma.

Divulgação/Colégio Catarinense - Monitoria Externa
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Divulgação/Colégio Catarinense - Monitoria Externa

Divulgação/Colégio Catarinense - Monitoria Externa
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Divulgação/Colégio Catarinense - Monitoria Externa

Cidade cresceu ao redor do colégio

A cidade, lembra Silveira, cresceu ao redor do Catarinense. “Atualmente, são mais de 60 mil m² de área bem no coração de Florianópolis. Dentro dos nossos projetos pedagógicos sempre valorizamos a cultura local como grande animadora das transformações pelas quais passa a sociedade civil. Temos uma enorme gratidão ao povo da cidade, que nos recebeu, há quase 116 anos, neste Pedacinho de Terra Perdido no mar. ”, acrescenta.

O Colégio Catarinense entende que todos devem pensar no bem comum, respeitando as diferenças e mantendo um diálogo franco e aberto com todos. “Em nossa proposta inaciana, temos duas expressões amplamente consagradas: formar homens e mulheres para os demais e formar pessoas competentes, compassivas, conscientes e comprometidas. Cremos que essas expressões se encaixam no conceito de Ser Bem Floripa! Parabéns, Florianópolis, por seus 348 anos. ”, conclui o professor.

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