Veja quais escolas e creches da rede municipal não aderiram à greve em Florianópolis

Um total de 106 unidades escolares foram afetadas na Capital após a greve dos trabalhadores do Sintrasem que reivindicam segurança para o retorno presencial

Um total de 106 unidades escolares da rede municipal de ensino foram afetadas na Capital após a greve dos trabalhadores do Sintrasem (Sindicato dos Servidores Municipais), que reivindicam segurança para o retorno presencial das atividades em meio ao agravamento da pandemia de Covid-19.

Segue o impasse para o retorno das aulas de maneira presencial – Foto: PixabaySegue o impasse para o retorno das aulas de maneira presencial – Foto: Pixabay

Os servidores temem a infecção por coronavírus e não consideram o ambiente escolar seguro.

Uma decisão do desembargador Vilson Fontana, da 5ª Câmara de Direito Público do TJSC, suspendeu a decisão do desembargador Paulo Ricardo Bruschi, que havia declarada a greve ilegal no último dia 25 de março, e marcou uma nova audiência para o próximo dia 19.

No total, duas escolas e 16 creches não aderiram a greve. Outras 31 escolas e 70 creches funcionam de maneira parcial. Além disso, quatro escolas e uma creche estão totalmente paradas, são elas:

  • Escola Básica Albertina Madalena Dias (Vargem Grande);
  • Escola Básica Mâncio Costa (Ratones);
  • Escola Básica Paulo Fontes (Santo Antônio de Lisboa);
  • Escola Básica Costa da Lagoa;
  • Creche Costa da Lagoa.

Veja a lista completa:

Sem acordo entre as partes

Terminou sem acordo, nesta segunda-feira (12), a audiência de conciliação entre Prefeitura de Florianópolis e Sintrasem que buscava uma solução para o impasse.

O magistrado deu prazo de 72 horas para a administração municipal comprovar a distribuição dos EPIs (equipamentos de proteção individual) e apresentar os planos de contingência para cada unidade escolar que foram aprovados e cumpridos.

“Vamos continuar buscando judicialmente o imediato retorno das aulas e tentar demonstrar a já reconhecida ilegalidade da greve”, disse o procurador-geral do município, Rafael Poletto ao colunista do Grupo ND, Fábio Gadotti.

Segundo ele, a prefeitura quer mostrar que os protocolos estão sendo cumpridos e “a necessidade do retorno das aulas.

Já o sindicato afirma que o Executivo “age com truculência” ao não abrir negociação com os grevistas. “Não há nenhuma garantia de que os trabalhadores e os estudantes estão seguros no ambiente escolar”, sustenta a entidade.

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