Volta às aulas em SC: saiba quais são os planos do Governo do Estado

Sessão Especial da Assembleia Legislativa tratou sobre as ações de retomada, com atividades previstas para depois de 12 de outubro

A retomada das aulas presenciais neste ano tem gerado um amplo debate. Durante sessão especial da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina), nesta terça-feira (1º), o secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni, detalhou quais são os planos do Governo do Estado.

Embora ainda não haja uma data definida para que os estudantes voltem às salas de aula presencialmente – a atual suspensão segue até o dia 12 de outubro -, a SED projeta a retomada de atividades presenciais após o mapa em todo o Estado alcançar a estabilidade no risco moderado.

Segundo o Governo do Estado, este status permitirá o retorno gradual dos alunos em todas as redes de ensino. Os primeiros estudantes a retornarem deve ser os que estão nos últimos anos da educação básica, como o Ensino Médio, Técnico e Profissionalizante.

Em seguida, a retomada será para quem cursa os anos finais do Fundamental indo até os anos iniciais. Por último, está previsto o retorno da educação infantil.

O secretário de Educação, Natalino Uggioni frisou a preocupação com alunos da faixa etária da Educação Infantil, que deverá ser a última a retomar atividades presenciais.

Volta às aulas em SC: saiba quais são os planos do Governo do Estado – Foto: Mauricio Vieira/Arquivo/Secom/ND

“Precisamos cuidar para que esse movimento de retorno das aulas presenciais seja o mais suave possível, para não comprometermos o processo de educação e não piorarmos o quadro da saúde em Santa Catarina. Seria drástico voltarmos e duas semanas depois provocarmos uma explosão do número de infectados pelo vírus e fechar tudo de novo”, declarou.

“Nem todos os alunos retornarão num primeiro momento. Vamos começar pelo terceiro ano do ensino médio, por alunos que têm mais dificuldade em assimilar o conteúdo”, conclui.

O secretário reconheceu cerca de 3% dos estudantes da rede estadual de ensino estão sem receber as atividades remotas, iniciadas em 6 de abril. No mesmo dia, o Governo havia anunciado como será a forma de avaliação dos estudantes da rede estadual em 2020.

Deputado questiona critérios

A reunião foi convocada pelo deputado Bruno Souza (Novo), que questionou os critérios do Governo do Estado para manter as escolas fechadas, bem como cobrou um plano de retomada para as atividades presenciais.

“As escolas estão fechadas há 170 dias, de forma unilateral e arbitrária. Isso não se faz. Não podemos agir assim como um setor que responde por 2% do PIB catarinense. Não podemos deixar tantos pais, alunos e empreendedores no escuro”, afirmou.

Por sua vez, o secretário afirmou que o Estado se baseia em critérios científicos, com base em documentos e informações de outros países, para manter as aulas suspensas, inclusive na rede particular.

Secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni diz que usa critérios técnicos para decidir sobre suspensão das aulas – Foto: Divulgação/SED/Divulgação/ND

O secretário foi criticado pelos deputados, inclusive o parlamentar Bruno Souza questionou a manutenção em manter as escolas fechadas, uma vez que o transporte coletivo está em funcionamento.

O deputado Jessé Lopes (PSL) pediu para que o Governo do Estado tenha um olhar diferenciado para as escolas particulares. “Os pais estão passando por dificuldades, deixando seus filhos em creches caseiras. A escola pública pode ficar esperando, os professores vão continuar recebendo, ao contrário da rede particular”, lembrou.

Contrariando os demais deputados, Ada de Luca (MDB) declarou seu posicionamento. “Mesmo que a criança não fique doente, ela pode ser transmissora da doença em casa”, lembrou. A parlamentar também cobrou o planejamento da Educação para o pós-pandemia.

Protocolos de segurança

Uggioni informou que um comitê interinstitucional, composto por várias entidades, elaborou um plano para a retomada das atividades presenciais, que será apresentado na próxima quarta-feira (9).

Segundo o secretário, o plano prevê protocolos de segurança regionais e municipais, que resultarão em planos de contingência que vão respeitar a realidade de cada estabelecimento de ensino.

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