Volta às aulas tem ensino remoto e escolas em obras em Florianópolis

Professores e alunos ficaram em casa e seguem com atividades online até o dia 10 de março, quando está programado o retorno presencial

Com classes vazias e escolas em obras, a volta às aulas na rede pública de Florianópolis está atípica nesta quarta-feira (20). Na grande maioria dos colégios, os professores seguem apenas com atividades virtuais até o dia 10 de março, quando haverá o retorno à modalidade presencial. Pela frente, o cenário é de preparação para receber os alunos no ensino híbrido.

Classes vaziasSalas vazias no primeiro dia de retorno às aulas em Florianópolis – Foto: Maria Fernanda Salinet/ND

São mais de 36 mil alunos e cinco mil profissionais de educação das 37 escolas da rede de ensino municipais que precisarão se adaptar às novas regras.

Segundo o diretor Vilson de Oliveira, da Escola Básica Municipal Adotiva Liberato Valentim, localizada na Costeira do Pirajubaé, a ansiedade para o retorno presencial está atrelada à responsabilidade.

“O PlanCon foi homologado e temos regras e protocolos de afastamento. Iremos fazer treinamentos e simulações para atender às crianças de forma adequada e segura”, diz Oliveira. O colégio atende 530 alunos e conta com o apoio de 28 professores.

Ele explica que depois de quase um ano de espera para rever os alunos, a expectativa também é de surpresas. “Vamos encontrar crianças que eram desse tamanho, assim”, apontando para o alto, para demonstrar o crescimento delas. “O acolhimento emocional também é importante nesse momento de retorno às aulas”, pontua.

Parte dos alunos do 1º ano na Escola do Futuro foram recepcionados nesta quarta-feira (10) – Foto: Fabiane Paza/NDTVParte dos alunos do 1º ano na Escola do Futuro foram recepcionados nesta quarta-feira (10) – Foto: Fabiane Paza/NDTV

Já na Escola do Futuro, na Tapera, parte dos alunos do 1º ano foram recepcionados nesta quarta. As 25 crianças têm reuniões individuais com hora marcada para conhecer a sala e os professores, pelos próximos três dias. Contudo, os outros estudantes já começaram as aulas em casa.

Obras nas escolas não devem atrasar o retorno presencial, diz Secretaria de Educação

A Adotiva Liberato Valentim está em obras desde maio de 2020, de acordo com o diretor. O local está sendo ampliado e irá acolher alunos do 5º ano da Escola Básica Municipal Professor Anísio Teixeira, fechada pelas más condições estruturais, conforme Oliveira. Antes, a Liberato Valentim tinha alunos até o 4º ano.  O diretor afirma que ainda não sabe se as reformas podem fazer com que o retorno no dia 10 de março seja adiado. 

No entanto, segundo a Secretaria de Educação da Capital, as obras estão previstas para acabar em abril e não devem interferir no retorno presencial.

Além dos funcionários da secretaria, pedreiros também circulam no local. Mesmo assim, há poucas pessoas. Na recepção, alguns pais chegam para tentar conseguir matricular seus filhos ainda neste ano letivo.

A Escola Básica Municipal João Alfredo Rohr, no Córrego Grande, também está em reforma. De acordo com a diretora Glaucia Cardoso, mesmo com com várias obras, o colégio deve ficar pronto para receber os alunos no dia 10 de março. A Secretaria de Educação afirma que os espaços de ensino não estão comprometidos, mesmo com a finalização das obras prevista para junho.

Escola está em obras desde maio de 2020 e diretor aponta que ainda é incerto se ficará pronta até o retorno presencial – Foto: Maria Fernanda Salinet/NDEscola está em obras desde maio de 2020 e diretor aponta que ainda é incerto se ficará pronta até o retorno presencial – Foto: Maria Fernanda Salinet/ND

A funcionária da secretaria da Liberato Valentim, Ana Paula Rodrigues, de 44 anos, tem um filho matriculado no colégio. O pequeno Bernardo, de 7 anos, está no 2º ano. Assim, o processo de alfabetização foi feito durante a pandemia, em casa.

“Eu sou professora de ensino básico, mas nesse momento estou na secretaria, então foi mais fácil para mim conseguir alfabetizar meu filho. Eu consegui, mas muitos pais trabalham o dia todo e dizem que não conseguem ensinar”, detalha Ana Paula.

Assim como durante a pandemia, os professores continuam com atividades à distância e ficam à disposição em um grupo de aplicativo de mensagens, o Telegram, para elucidar possíveis dúvidas dos pais e alunos.

Mas o ensino não é o mesmo, de acordo com Ana Paula. “Muito pais queriam que os filhos não avançassem de ano, mas não é possível”, afirma.

No retorno às atividades presenciais, o diretor Vilson de Oliveira garante que a escola realizará uma avaliação do nível de conhecimento das crianças, a fim de verificar se o desempenho de cada uma está de acordo com o ano escolar. Assim, será possível traçar um plano e adequar o ensino.

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