Alessandra Maestrini fala sobre o espetáculo “O Som e a Sílaba”, que apresenta na Capital

Musical com Alessandra Maestrini e Mirna Rubim tem direção de MIguel Falabella - Priscila Prade/Divulgação/ND
Musical com Alessandra Maestrini e Mirna Rubim tem direção de MIguel Falabella – Priscila Prade/Divulgação/ND

O Teatro Pedro Ivo recebe nesta quinta, sexta e sábado, o espetáculo teatral “O Som e a Sílaba” com as atrizes Alessandra Maestrini e Mirna Rubim. A peça retrata a história de Sarah Leighton (interpretada por Maestrini), uma mulher com diagnóstico de autismo altamente funcional, que perdeu seus pais recentemente, e é escondida do mundo pelo seu irmão.

Após a morte do pai, Sarah busca alguém que lhe ajude a dar sentido na vida, a jovem tem consciência das suas limitações e sabe que precisa romper a barreira do preconceito para encontrar seu lugar no mundo. Uma das habilidades mais marcantes de Sarah é cantar, na sua busca, ela encontra Eleonor (Mirna Rubim), uma estrela da ópera que começa a entrar em decadência, e enfrenta uma crise pessoal e profissional. A música é a forma encontrada de juntar o caminho das duas.

A atriz Alessandra Maestrini concedeu entrevista ao Notícias do Dia por telefone e contou sobre como a personagem mexeu com sua carreira:

JND – Quem é a Sarah?

Alessandra – A Sarah é uma jovem mulher, ela tem a síndrome de asperger, um autismo altamente funcional, ela é uma guerreira, uma vitoriosa. Ela, assim como todos nós, está desafiando a si mesmo e o mundo em sua volta para poder exercer a sua potencialidade e sua plenitude. Ela desafia o tempo inteiro o limite que o mundo dá para ela, para provar que ela é mais do que o que se enxerga. Assim é a vida dela diariamente, isso lidando com uma hipersensibilidade como é o caso da síndrome de asperger, onde tudo é “computado” pelo cérebro de forma muito mais profunda, sensível e complexa. Ela é o oposto do anti-social, ela já está em uma relação com você muito mais profunda do que você imagina.

JND – Qual a mensagem o espetáculo visa passar ao público?

Alessandra – Ele basicamente fala sobre a importância de se respeitar, se valorizar e ser diferente, até porque somos todos diferentes, não existe um floco de neve igual ao outro, quem dirá um ser humano. Especialmente agora nessa semana de pré-eleições que todo mundo está tratando o diferente como se fosse um inimigo, essa peça fala justamente o quanto é valioso sermos todos diferentes.

JND – Existe interação com o público durante a peça?

Alessandra – O que acontece mais normalmente é o público falar com a gente. Tem uma cena muito interessante no espetáculo onde é contada a história da Sarah, que ela tem que vencer, e ao mesmo tempo a Leonor conta uma história de traição dentro da família com a própria filha. É curioso porque na hora a Sarah fala para ela: “Eu li muito sobre a sua história na internet, sobre o escândalo que aconteceu”, nesse momento uma senhora da plateia gritou: “ai que horror” (risos), é interessante ver essa participação tão espontânea do público. O espetáculo mexe tanto com as pessoas que quando elas veem, já estão dentro da peça, conversando com a gente como se estivessem vendo televisão em casa. As pessoas torcem muito pela Sarah, vibram, se emocionam e dão muitas risadas. A gente fala que é uma comédia fora do normal.

JND – De que maneira essas personagens tão diferentes na peça podem se ajudar?

Alessandra – A Sarah está em um momento que está escondida na casa do irmão, o que é muito comum acontecer com uma pessoa com asperger, as pessoas não sabem como lidar. Chega uma hora em que a Sarah decide que não quer mais ficar escondida e deseja que o mundo a conheça, então ela procura ir fazer aula de canto com a Leonor. A Leonor nesse mesmo momento, é uma ex-diva internacional de ópera, começando a correr o risco de ficar esquecida, ou seja, de sair da luz. Eles se encontram nesse ponto de iniciação, criando situação trágicas e ao mesmo tempo cômicas. Elas são completamente diferentes uma da outra, porém, durante o espetáculo elas descobrem que uma é o encaixe perfeito para arrumar a vida da outra. Enquanto a Leonor está completamente fechada para o mundo, a Sarah está exigindo que o mundo se abra para ela.

JND – O quanto a interpretação dessa personagem em específico mudou na pessoa Alessandra?

Alessandra – Essa peça é muito transformadora, desde a primeira leitura que a gente fez da peça do Miguel (Falabella), já nos emocionamos. As pessoas se identificam, todo mundo as vezes se sente como diferente, incompreendido, merecedor de confiar tanto em si mesmo como nos outros. Tem uma frase da peça, em que a Eleonor diz: “você não pode dar um passo maior que a sua perna”, e a Sarah responde: “e quem disse que você sabe o tamanho da minha perna?”, isso reflete um pouco sobre o que digo sobre confiar na sua potencialidade.

Serviço:

 O quê: Peça “O Som e a Sílaba”

Quando: 4, 5 e 6/10, 21h

Onde: Teatro Pedro Ivo, rod. SC 401, 4600, km 05, Saco Grande, Florianópolis

Quanto: R$ 100, clube ND tem 40% de desconto

Luan Otten e Saulo Poncio estarão no “Baile do Pai” - Divulgação/ND
Luan Otten e Saulo Poncio estarão no “Baile do Pai” – Divulgação/ND

Dupla Um44k na Fields

A casa de festa Fields, no centro da Capital, recebe neste sábado, a festa “Baile do Pai”. A atração da noite é comandada pela dupla Um44K, que trazem consigo músicas no estilo pop, rap e R&B. A dupla é dona de hits como “Nossa Música”, “4 da Manhã”, “Você é” e “Toda Noite”. O grupo é formado pelos amigos Luan Otten e Saulo Poncio.

Completam o time de atrações da noite, MC MNeves – que lançou recentemente a música “Não tá bom, vaza” – juntamente com o DJ Momm, residente do Baile do Pai, Andrey e Helena War.

Serviço:

O quê: Baile do Pai

Quando: 6/10, 23h

Onde: Fields, av. Paulo Fonte, 1250, Centro, Florianópolis

Quanto: R$ 40 a R$ 80, clube ND tem 20% de desconto

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