Banda Rédea Solta faz show intimista no TAC, no Centro de Florianópolis, neste domingo

A Banda Rédea Solta foi formada em 2013 por Arthur Boscato, Felipe Silveira e Rafael Puerta. Os três nasceram no interior de Santa Catarina, fato que influenciou a temática rural de suas canções. Com seu disco de estreia, “Frutificando”,  os músicos ganharam o Prêmio de Música Catarinense na categoria melhor álbum. Em “Efrottes”, seu segundo trabalho de estúdio, eles resolveram fugir da melodia regional experimentando timbres eletrônicos. Neste domingo (17), o grupo se apresenta no Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), às 20h.

Rédea Solta - Nefhar Borck/ Divulgação
Os músicos da Rédea Solta cantam sobre o cotiano do homem do campo  – Nefhar Borck/ Divulgação

A milonga, ritmo com forte presença na música gauchesca, marca as composições dos três músicos nascidos em cidades de Indaial e Urubici. O gênero teve origem na fronteira entre Argentina, Uruguai e Rio Grande do Sul, dando melodia a poemas com desdobramentos sonoros, rítmicos e métricos. As letras apresentam características diferentes dependendo da região, mas sempre tratam de temas sentimentais. Ao cantar história de um homem apaixonado em “Quisera Eu”, música que integra o primeiro álbum da Rédea Solta, a banda se aproxima da tradição musical dos espanhóis que popularizaram arranjo da milonga na América do Sul.

Em 2017 surgiu o álbum “Efrata” composto por 14 músicas autorais. A diferença em relação ao seu primeiro disco era visível logo na capa. No lugar da plantação de “Frutificando”, está uma pichação do nome Rédea Solta em um muro branco. A tentativa de fugir das bases musicais tradicionais da milonga incluiu modificações nas melodias, com a adição de metais, baixo, guitarra e timbres eletrônicos na instrumentalização. Seguindo a proposta de mudança, o músico congolês François Muleka e o intérprete tradicional da música gaúcha Luiz Carlos Borges, fazem parceria nas canções “O Homem de um Livro Só” e “De Barro”, respectivamente.

A apresentação no TAC será diferente do último grande show da Rédea Solta realizado no Centro Integrado de Cultura (CIC),  contará apenas com voz e violão. “Como o grupo não tem um vocalista, mas sim três, nós queremos valorizar isso”, explica Arthur Boscado. O palco do CIC contou com um trio de metais, bateria e a participação de Luiz Carlos Borges, totalizando dez músicos tocando com o trio. O que une os dois momentos é a Marina Genta, responsável pela direção do espetáculo. Formada em Teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Genta mostrou como jogos corporais podem melhorar a presença em cena, tornando o show mais atrativo.

Em parceria com o poeta gaúcho Rafael Machado será lançado ainda este ano um ep de quatro faixas. Os poemas em dez versos narram a história de uma emboscada armada para um dono de um “bolicho”, forma como são chamados os bares de estrada no Rio Grande do Sul. Em fase de produção, o projeto já conta com duas canções finalizadas.

Serviço:

O quê: Show Rédea Solta”

Quando: 17/2, 20h

Onde: Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), Rua Mal. Guilherme, 26, Centro, Florianópolis

Quanto: a partir de R$ 40

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