Culinária acessível e sem complicação

Atualizado

O brasileiro está se alimentando mais fora de casa: dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – mostram que 34% da população faz as refeições em estabelecimentos comerciais e acabam deixando 25% do salário nesse tipo de serviço. Os motivos vão desde o aumento da renda familiar até o fato das mulheres não terem mais tempo para o preparo das refeições em casa.
A Abrasel – Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – fez um levantamento e em todos os 5.570 municípios brasileiros há esses dois tipos de estabelecimentos, num setor que gera seis milhões de empregos diretos no país, representando atualmente 2,7% do PIB nacional. Em Santa Catarina, são cerca de 15 mil bares e restaurantes que juntamente com outros  segmentos integram o setor turístico, responsável por 12% do PIB estadual.
Com o crescimento do mercado da gastronomia ano após ano, é possível perceber um avanço no nível dos empreendimentos abertos. Juliana Côco, coordenadora do eixo de turismo e gastronomia do Senac SC, destaca que esta área tem uma característica muito forte de empreendedorismo. “Ele possibilita às pessoas que trabalham com gastronomia a se reinventarem, a terem novas ideias. A parte criativa é muito forte e isso estimula as pessoas a investirem nesse segmento”, destaca.
O Observatório do Turismo, projeto do sistema Fecomércio SC que monitora indicadores e compartilha informações e dados da cadeia produtiva do turismo no Estado, aponta que os Microempreendedores Individuais (MEIs) ligados à alimentação estão entre os três mais registrados em 2018: em primeiro lugar ficaram os serviços ambulantes de refeição, seguidos por restaurantes e similares e alimentação para recepções e bufês.
Cozinheiro do século 21
Se engana quem acha que basta gostar de cozinhar para ser um bom profissional. “Em casa, não existe a pressão de servir alguém que está pagando pela refeição, então é tudo bem diferente”, explica Arnaldo Toro, chef de cozinha e professor de gastronomia.
Saber sobre sustentabilidade, uso de tecnologias, gestão do negócio e inovação são as características esperadas do profissional que irá para o mercado de trabalho.  “Ele precisa entender de gestão, das relações do alimento no mundo. Essas transformações impactam diretamente no ensino. Nós fizemos toda essa análise do mercado e atualizamos todos os nossos cursos, que estão alinhados com a nova visão desse novo profissional que chamamos de cozinheiro do século 21”, finaliza Juliana Côco, coordenadora do eixo de turismo e gastronomia do Senac SC.

Gastronomia acessível
Os programas de TV popularizaram a gastronomia e aumentaram o desejo de quem quer se aperfeiçoar ou trabalhar numa cozinha profissional. O INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – destaca que o curso superior em gastronomia é um dos 10 mais procurados no Brasil. O Senac oferece diversas opções na área e quase 107 mil alunos se matricularam nos 83 cursos de gastronomia disponíveis na instituição em todo o país somente no ano passado. 
 No curso Técnico em Cozinha são 14 meses de dedicação quase integral dos alunos que iniciam os estudos do zero. Disciplinas como planejamento, elaboração e preparação de cardápios e pesquisa e aplicação de tendências e tecnologias da gastronomia estão no currículo das aulas que acontecem nas faculdades Senac. 

Mais conteúdo sobre

Sistema Fecomércio SC