Curta catarinense emplaca em grandes festivais internacionais

Atualizado

Um curta catarinense recente e com tema urgente está emplacando em bons festivais Brasil afora. “Selma depois da Chuva”, dirigido por Loli Menezes, cumpre uma maratona intensa de eventos internacionais importantes, especialmente dentro do circuito LGBTQ, desde que pré-estreou em março deste ano em Florianópolis.

O filme “Selma depois da Chuva” narra a trajetória de uma mulher transgênero – Foto: Divulgação/ND

Esta semana foi exibido em duas sessões no Mill Valley Film Festival, evento que acontece no estado americano da Califórnia, na baía de São Francisco, nas cidades de Mill Valley, San Rafael e Larkspur. A produção entrou em duas sessões, em cinemas diferentes.

Leia também:

“O filme está sendo muito bem recebido, estou muito feliz. O feedback foi maravilhoso, as sessões de debates foram incríveis. As pessoas ficaram emocionadas, depois vieram conversar comigo sobre questões estéticas, escolhas, a música, me perguntaram a história da Selma”, conta Loli.

A diretora Loli Menezes, no Mill Valley Film Festival – Foto: Divulgação/ND

Produzido pela Vinil Filmes, com roteiro de Renato Turnes, a produção conta o retorno de Selma à sua cidade natal após 30 anos para buscar sua mãe que sofre de Alzheimer. Selma é uma mulher trans que construiu sua vida afastada da família. Quando vai ao encontro da mãe, as duas mulheres revisitam dores, desejos, culpas e afetos perdidos. O elenco é formado por Selma Light, mulher trans, e Amélia Bittencourt.

Recepção calorosa no exterior

Ao contrário da trajetória de outros curtas, a produção fez uma carreira internacional antes de entrar em seleções no Brasil.

“Agora que está tendo uma resposta positiva no país, até então só tinha passado no Festival de Vitória e no FAM (Florianópolis Audiovisual Florianópolis), mas já esteve no México, Peru, Índia e Chile. Só nos Estados Unidos já foi exibido em 12 cidades”, conta a diretora.

No entanto, também começou a ser selecionado nas mostras brasileiras. “Estava um pouco tímido aqui, agora entrou no festival Mix Brasil (de Cultura da Diversidade) e no Festival de Curtas do Rio e estou aguardando outros retornos, como o 3 Margens: Festival Latino-Americano de Cinema. Estou muito feliz com a trajetória que ele está percorrendo”, completa.

“Selma depois da Chuva” ainda irá ao Seattle Latin Festival no próximo final de semana e ao New Fest (NY LGBT Film Festival) e no FanCine Gay, em Madrid.

Cinema