Da nova cena musical do país, cantora Letrux volta a Florianópolis nesta sexta

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Vermelho é a cor do álbum “Em Noite de Climão”, lançado em 2017, e dos trajes usados por Letícia Pinheiro de Novaes, a Letrux, em seus shows. A carioca usa o codinome para contar uma saga romântica desastrosa nas canções de seu primeiro disco. Em Florianópolis, a cantora se apresenta nesta sexta-feira (10), às 20h, na Barra da Lagoa.

Cantora carioca se apresenta em Florianópolis nesta sexta-feira – Sillas Henrique/Divulgação/ND

Com 11 músicas, “Em Noite de Climão” foi eleito melhor disco de 2017 por diversas premiações nacionais. O trabalho marca o início de sua carreira solo após três álbuns lançados pelo projeto Letuce, formado em parceria com o músico Lucas Vasconcellos.

Longe do palco, dos figurinos extravagantes e dos fãs, Letícia se define como “caótica, sensível, tentando entender o que é ser artista no mundo”. Em entrevista por e-mail Letrux respondeu sobre a carreira, o álbum “Em Noite de Climão” e a turnê pelo país.

Qual a diferença entre Letuce, a Letrux e a Letícia?

Letuce foi um projeto que tive durante nove anos com meu ex-parceiro (musical e amoroso) Lucas Vasconcellos. Foram três discos feitos juntos, muita aprendizagem, muito amor, muita loucura, e uma hora naturalmente chegou ao fim, mas sou grata por absolutamente tudo que vivemos. Letrux é meu projeto solo, eu no comando, tenho uma equipe maravilhosa, mas sou eu que determino mais. Com Letuce eu dividia tudo com o Lucas, era um projeto nosso. Letícia sou eu, caótica, sensível, tentando entender o que é ser artista no mundo, tentando driblar os desastres e sobreviver.

Você costuma ouvir suas próprias músicas no dia a dia?

Não, nunca. Se estou numa festa ou numa loja, enfim, é outra coisa, mas em casa não tem como.

Qual a importância do vermelho para o álbum “Em Noite de Climão”?

Acho que desde 2016 com a passeata da turma “pró Deus, pró Brasil” (risos), sair de vermelho virou um statement, sabe? Uma força, um anúncio, um decreto. O disco é sobre paixão também, e paixão não é azul, paixão é vermelho. Vermelho também porque é nosso sangue, e apesar de toda bipolaridade maluca que ocorre no mundo, apesar de todos os preconceitos e loucuras, sangramos vermelho, todos.

Qual é o climão do disco? Ele também está presente em suas performances?

O climão do disco é essa saga desastrosa romântica, um passeio noturno intenso até o sol raiar. Tem choro, tem risada, tem tesão. Como sobreviver a isso tudo? Dançando, talvez?

Como você escolhe os figurinos dos shows?

Tenho tido ajuda da Fernanda Kenan, stylist maravilhosa e talentosa de São Paulo.

Têm planos para um novo álbum? Li numa entrevista que você estava escrevendo um livro de poesias. Ele já foi finalizado?

Já finalizei, e agora tô esperando respostas de editoras. Vamos ver. O novo disco vai ser gravado no final do ano e lançado ano que vem, estamos animados.

Você está promovendo o “Em Noite de Climão” pelo Brasil, percorrendo várias cidades. Qual é a coisa mais legal e mais chata de estar em turnê?

A coisa mais legal é viver do seu trabalho, da sua arte, poder levar uma coisa que é lhe é tão íntima – sua obra – pra mais e mais pessoas, e as pessoas se emocionarem com isso, é bonito demais. A pior coisa é a saga em si. Horas de avião, de espera, de van, de ar condicionado etc. Mas o palco compensa tudo isso, felizmente.

Como é a sua relação com o público? Gosta de ser reconhecida e da relação com os fãs nas redes sociais? Existe alguma cobrança? 

Minha relação é ótima, eles são inteligentes e sabem que se vierem cobrar, não vai surtir efeito. Me respeitam. Uso bastante às redes sociais, mas também sei a hora de parar, de ficar mais no meu canto. Equilíbrio é tudo.

Serviço:

O quê: Show Letrux Em Noite de Climão

Quando: 10/5, 20h

Onde: Bar e Restaurante Vereda Tropical, R. Angelina Joaquim dos Santos, 269, Barra da Lagoa, Florianópolis

Quanto: R$ 80 (segundo lote)

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