Escutem essas minas: banda curitibana Mulamba faz show em Florianópolis neste domingo

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Já conhecidas no palco em Florianópolis, a Mulamba volta neste domingo para novo show em Florianópolis, no Espaço Cultural Armazém – Coletivo Elza, em Sambaqui. Desta vez, dentro do evento “Mulher Artista Resiste”, que integra o polo catarinense da 14ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba.

Além do show, elas também são as personagens do ensaio “Ilhas de Força”, da artista Luciana Petrelli, que abre no mesmo dia no local.

Mulamba fará show em formato acústico – Luciana Petrelli/Divulgação/ND

Formada por seis mulheres que pulsam força e poesia, indo do rock à música erudita, elas reforçam o protagonismo feminino na música nacional. Amanda Pacífico (voz), Cacau de Sá (voz), Caro Pisco (bateria), Érica Silva (baixo, guitarra e violão), Fer Koppe (violoncelo) e Naíra Debértolis (guitarra, baixo e violão) entraram no cenário em 2015 e se lançaram com o álbum de estreia, “Mulamba”.

O sexteto conquistou visibilidade após a repercussão do vídeo de “P.U.T.A”, que tem quase três milhões de visualizações no YouTube. A gravação traz uma atmosfera sombria para falar sobre a violência contra a mulher.

Assim como o clipe da música homônima à banda, que também se tornou um dos hinos do empoderamento feminino. Mas elas não se prendem a esse rótulo. Suas composições também traduzem temáticas de cunho social e político.

Confira a conversa com Érica Silva, guitarrista e produtora do álbum:

Como será o show no Coletivo Elza, já que é um espaço diferente para apresentação?

Preparamos um show num formato mais Acústico, mas ainda trazendo toda a potência que a gente carrega com a instrumentação normal. É até interessante, pois ganhamos novos caminhos pra buscar outras sonoridades, acho que o público vai gostar,  hehe. E todas as possibilidades de espaços se tornarem campo de troca devem ser aproveitadas ao máximo, então a gente vai se adaptando e vai aprendendo.

Como foi o trabalho com a fotógrafa Luciana Petrelli, que fez um ensaio com vocês e acabou virando um material de divulgação da banda?

A Luciana foi muito inspiradora. Muito legal o olhar e a forma como ela nos conduzia, tendo sempre o cuidado, principalmente nas externas, de compreender a nossa relação com aquele espaço in natura e foi tudo muito inesperado, já que intuitivamente esses cliques foram desenvolvendo um trabalho visual e entrelaçado com o conceito do disco.

Quais temáticas vocês aportam para o evento, que já trazem temas bem urgentes, como  resistência das mulheres, representatividade, gordofobia?

O que a gente leva nas letras é muito do que nos transpassa e transpassa muitas e muitas mulheres todos os dias, então de alguma forma a música vira essa ferramenta, pra cutucar alguns monstros adormecidos, digamos assim. Não é fácil, mas diante da nossa realidade e de sermos seis mulheres transpassadas é inevitável não falar sobre estupro, racismo, desigualdade social. Além disso, sentimos indignação em relação a outras violências como o desastre ambiental ocorrido em Mariana – MG e depois em Brumadinho – MG e que revelam várias outras barragens e estruturas por um fio de trazer mais destruição aos moradores, à fauna e a flora e escancara também a irresponsabilidade do governo e das empresas envolvidas.

Algum material novo que vocês apresentam em Floripa?

Para o show de Floripa não, mas o segundo semestre será bastante movimentado com lançamento de clipes, feat com algumas artistas, novidades no canal do Youtube. Fiquem ligados nas nossas redes.

Serviço:

O quê: Show da Mulamba, dentro do evento “Mulher Artista Resiste”

Quando: 4/8, 16h

Onde: Espaço Cultural Armazém – Coletivo Elza, rod. Gilson da Costa Xavier, 1384,  Sambaqui, Florianópolis

Quanto: a partir de R$ 60/R$ 30 (meia), pelo Sympla 

14ª Bienal Internacional de Curitiba em SC