Espaço cultural no Sambaqui oferece atividades gratuitas voltadas à comunidade

Aberto à comunidade, o Espaço Cultural Armazém – Coletivo Elza funciona há três anos em Sambaqui, Norte de Florianópolis. Promovendo exposições, rodas de conversa e cursos, o local é um dos únicos centros culturais do bairro.

Espaço Cultural no Sambaqui realiza exposições, palestras e cineclube – Juliana Crispe/Divulgação?ND

O espaço está abrigado no antigo posto alfandegário do Sambaqui, construído em 1854. Responsável pelo controle aduaneiro da Ilha, o prédio de arquitetura portuguesa foi tombado pelo Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis) e pelo Sephan (Serviço do Patrimônio Histórico Artístico e Natural).

A iniciativa é gerida pelo Coletivo Elza, grupo formado por mulheres de diferentes áreas — artistas visuais, gestoras, educadoras, doulas e psicólogas — que de maneira independente e sem fins lucrativos, organizam eventos ligados à promoção da cultura.

Criado inicialmente para abrigar o Projeto Armazém, o local tornou-se mais amplo abrigando  ateliês de artistas, o grupo de pesquisa “Compor” vinculado a Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) e projetos pró-infância, de empoderamento feminino, perinatalidade, alimentação saudável e de promoção artística fora de Florianópolis.

No espaço também acontecem às sessões do Cine Pomboca, cineclube apoiado pela Cinemateca Catarinense.

Projeto Armazém Cultural reúne obras nacionais e internacionais

Criado em 2011, o Projeto Armazém possui obras de mais de 300 artistas nacionais e internacionais. O objetivo, segundo a criadora e coordenadora do projeto Juliana Crispe, é a circulação e a comercializam dos trabalhos produzidos.

O Projeto ganhou espaço físico em 2016, em uma pequena casa também no bairro do Sambaqui. Administração foi dada a um grupo de mulheres, que formaram o Coletivo Elza. O nome é uma homenagem a cantora Elza Soares.

Formado atualmente por 13 membros, o coletivo realiza reuniões e exposições e suas integrantes possuem espaços dentro centro cultural para que possam desenvolver seus projetos artísticos.

Juliana Crispe vê as atividades do espaço como “uma forma de criar um público”. Artista visual e arte-educadora, ela participa da curadoria do Prêmio Jovens Curadores da 14ª Bienal de Curitiba.

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