Filme sobre artista plástico Tunga ganha estreia no CIC

Atualizado

A história do artista Tunga é contata em filme do diretor Miguel de Almeida- Gabi Carrera/Divulgação

Um esqueleto sem cabeça foi içado as paredes do museu do Louvre na França. Era 2005 e a obra de gigante proporção foi instalada na pirâmide de entrada do museu, causando impacto aos visitantes. “A Luz de dois Mundos” foi à primeira exposição de um artista contemporâneo no espaço.

O responsável foi o pernambucano radicado no Rio de Janeiro Antonio José de Barros Carvalho e Mello Mourão, conhecido como Tunga. Filho do poeta Gerardo Mello Mourão e Léa Barros, o artista teve sua história contada no documentário “Tunga, o esquecimento das paixões”. A exibição da produção acontece nesta quinta-feira (4), às 19h30, no CIC (Centro Integrado de Cultura), em Florianópolis.

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A exibição do filme será seguida por um bate-papo com o diretor da produção Miguel de Almeida e as convidadas Marta Martins, Letícia Cardoso e Juliana Crispe. A conversa será mediada pela jornalista Carol Macário.

A sessão faz parte do Ciclo de Artistas, uma parceira entre Sessão Cinemática e o Cineclube da Unisul.

De acordo com o coordenador da Sessão Cinemática Pedro MC a ideia é exibir filmes premiados internacionalmente em Florianópolis.

“A presença brasileira em festivais explodiu. O problema é que maior parte deles não chega a ser exibido na aqui. Com Ciclo de Artistas, a gente conseguiu trazer esses filmes para cá”, explica Pedro.

Durante o mês de julho serão exibidos filmes sobre a trajetória de artistas renomados.

Além de Tunga, Agnès Varda (3/7), Frida Kahlo (5/7) e Van Gogh (6/7) serão homenageados. Todas as sessões serão seguidas por um bate-papo com convidados.

Filme fala sobre trajetória internacional de Tunga

O filme “Tunga, o esquecimento das paixões” usa da trajetória de Tunga e de seus colegas artistas Miguel Rio Branco, Cildo Meireles e Bernardo Paz, para registrar o reconhecimento de obras brasileiras no exterior.

São retratadas instalações, performances e obras de Tunga. Formado em Arquitetura e Urbanismo, o artista exibiu sua primeira mostra individual em 1974 no MAM/RJ (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro).

A produção também explora Gerardo Mello Mourão, pai de Tunga, para retratar o choque cultural promovido pela literatura durante o século 20 no país. As influências do período podem ser notadas nas obras do artista.

Vítima de câncer, Tunga faleceu aos 64 anos. Grande parte de sua obra está exposta no Instituto Inhotim, em Brumadinho, Minas Gerais.

Serviço:

O quê: Pré-estreia do filme “Tunga, o esquecimento das paixões”

Quando: 4/7, 19h

Onde: CIC (Centro Integrado de Cultura), Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5600, Agronômica, Florianópolis

Quanto: Gratuito

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