Florianópolis terá primeira edição de festival de cinema de horror em agosto

Atualizado

Fincado no coração da ilha da magia negra a primeira edição do Floripa Que Horror!- Festival Internacional de Cinema Fantástico ocorrerá de 15 a 18 de agosto. O evento ocorrerá no Cinema do CIC e tem promoção da produtora Cinemática e da Sangra Catarina, associação de apaixonados por terror focada no gênero aqui de Santa Catarina.

O festival, que quer ter data fixa no calendário, além de exibição de onze filmes, terá ações paralelas de difusão, entrando na agenda nacional de festivais do gênero.

A curadoria de 2019 teve como principal objetivo a projeção de filmes novos e a qualidade. 98% da seleção é feita por longas e curtas-metragens inéditos em Santa Catarina, inclusive com filmes internacionais que não passaram ou passarão pelos cinemas. “A intenção foi criar um festival temático internacional na Ilha, que explorasse o fantástico, o terror e servisse como um dos portos do gênero no mundo. Procuramos não repetir países, na curadoria, trazer temas diversos e de relevância, priorizando a qualidade, não a quantidade”, enfatiza o curador Lehnemann.

Para a première foi selecionado o espanhol “Casa de Sudor y Lágrimas”, da diretora Sônia Escolano, cujo tema de fanatismo religioso dialoga com o que de melhor o gênero vem trazendo nos últimos anos.

“Casa de Sudor y Lágrimas”, da diretora Sônia Escolano, abre o festival – Divulgação/ND

A sessão de curtas, que homenageia o crítico de cinema Rubens Ewald Filho, que morreu em maio deste ano, prioriza filmes com passagens pelos principais festivais do cinema de horror – nacionais e internacionais.

Referência do terror e do horror no Brasil

O terceiro dia carrega um dos nomes mais expressivos do gênero no cinema nacional, Rodrigo Aragão, com a primeira sessão de “A Mata Negra” em Santa Catarina.

“A Mata Negra”, filme de Rodrigo Aragão, cineasta brasileiro que tem uma das produções mais expressivas no gênero – Divulgação/ND

Encerrando a primeira edição, 18 de agosto, o aclamado filme canadense “Lifechanger”, de Justin McConnell, e a revelação do curta-metragem premiado pela escolha dos realizadores. “Sou apaixonado pelo gênero, estudo ele há 10 anos, e quero que a experiência com o horror seja mais influente numa cidade de lendas como a nossa”, complementa Andrey.

A intenção é de trazer realizadores e produtores nas próximas edições e fazer de Florianópolis um ponto de encontro de público e discussão sobre novas plataformas de exibição.

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