História de Joinville é retratada de forma leve e divertida em “Uma carta para Ferdinand”

A história de Joinville retratada de uma forma leve, divertida e nostálgica. É assim que se pode definir o filme “Uma carta para Ferdinand”, que estreou nesta segunda-feira (11), em uma sessão exclusiva para mais de 500 convidados na cidade do Norte catarinense.

“Uma carta para Ferdinand” será exibido nesta segunda (11) em sessão especial – Foto: Divulgação/ND

Como uma narrativa que mistura elementos do passado e do presente, o telespectador é convidado a mergulhar na história do francês Frederico Bruestlein.

Um dos responsáveis pela fundação de Joinville, o protagonista é quem assina o projeto de construção de pontos que hoje são referência na cidade, como a Rua das Palmeiras e o Museu do Imigrante.

“Foi ele que construiu Joinville quando chegou aqui em 1863. Como ficamos entusiasmados com essa história, decidimos resgatar esse conhecimento e trazer esse personagem que por muitas vezes é desconhecido pelo público”, conta Fábio Cabral, diretor do filme.

Curta que se transformou em longa

“Uma carta para Ferdinand” conta a aventura de Frederico (Clemente Viscaíno) e Tonico (Ferrugem) em terras joinvilense.

Após receber uma missão do príncipe François Ferdinand – dono da Colônia Dona Francisca que viria a se tornar Joinville -, a dupla viaja ao futuro para ver como o progresso mudou a cidade nos últimos anos.

Cristiana de Oliveira interpreta Mella – Foto: Divulgação/ND

Segundo o roteirista Anderson Dresch, a ideia inicial era que o filme fosse contado em forma de curta-metragem. Porém, com o avanço na pesquisa, a história acabou se transformando em um longa de pouco mais de uma e meia de duração.

“Ao mesmo tempo que ele é um filme histórico, ele também traz inúmeras reflexões sobre diversos temas que são importantes para a nossa sociedade”, explica Anderson.

Pontos que são comuns na vida do joinvilense, como o Mirante e a Rua das Palmeiras servem de cenário para as aventuras de Frederico e Tonico.

Ao longo do filme, além de trazer um contraste de gerações, a história ainda apresenta críticas sociais, como os cuidados com o meio-ambiente.

Um dos pontos altos da narrativa é a introdução do celular na realidade dos personagens. Ao apelidar o aparelho de “bagulho”, os dois citam a falta de interação social que a tecnologia trouxe aos dias atuais.

“Uma carta para Ferdinand” será exibido nesta segunda (11) em sessão especial – Foto: Divulgação/ND

Outro espetáculo a parte é o figurino. Assinado por Lucas David, as peças ricas em detalhes chamam a atenção do público ao trazer um contraste entre o passado e presente.

“Como é para o cinema, cada detalhe foi pensado minimamente. Eu conversei com os diretores e procurei colocar em cada personagem cores que caracterizam a sua personalidade”, explica o figurinista.

Sintonia entre atores principais dão graça ao longa

Quem da vida ao francês e braço direito do príncipe Ferdinand é o ator Clemente Viscaíno. Conhecido nacionalmente por seus papéis na TV e no cinema, o ator se mostrou encantado pelo personagem.

“Foi maravilhoso! Além de resgatar a história de Joinville, as primeiras grandes coisas foram feitas por ele (Frederico). Então esses dias na cidade foram incríveis, foi maravilhoso”, conta.

Quem acompanha Frederico nas aventuras é o fiel escudeiro Tonico. Durante o filme, o personagem interpretado por Ferrugem ganha uma personalidade própria e protagoniza cenas divertidas e que arrancam boas risadas do público.

“O Tonico é uma luz dentro da história. Como ele é um camponês que vem do passado, tudo é novidade. Então ele vem para trazer muita irreverência e alegria dentro do filme. Eu espero que as pessoas se apaixonem por ele, como eu me apaixonei”, diz.

Pré-estreia “Uma carta para Ferdinand” – Foto: André Kopsh/ND

Apesar do papel recente no longa, Clemente já se prepara para viver um novo personagem histórico nas telinhas. Ele será um dos integrantes do elenco da nova novela da Record, Gênesis, que iniciará as gravações nos próximos meses.

“Na novela eu vou fazer o personagem Matusalém, logo nos primeiros capítulos já posso adiantar que o público vai encontrar uma narrativa muito boa. Ela é muito bem escrita e tem um lado muito humano”, conta.

Atriz da Record vive figura histórica em filme

Outro grande nome que brilha nas telas do longa é a atriz Cristiana de Oliveira. Reconhecida nacionalmente por seus papeis na TV, teatro e cinema, em “Uma Carta para Ferdinand” ela dá vida a Mella, um amor proibido e que até hoje segue na memória de Frederico.

“Essa foi a primeira vez que eu interpretei alguém que realmente existiu. Então para mim foi muito emocionante. Uma das cenas mais inesquecíveis foi quando eu filmei no cemitério e vi o túmulo da Mella ali, e ter noção de quem era essa mulher, foi muito diferente”, conta.

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Recentemente, Cristiana viveu a personagem Lara, mãe da protagonista Sophia, na novela Topissíma, da Record TV. No episódio da última segunda-feira (4), ela encerrou sua participação na trama quando a personagem foi encontrada morta. Seis personagens são suspeitos no crime.

“Essa personagem foi maravilhosa e apaixonante. Eu vivi uma realidade totalmente diferente. Ela (Lara) foi uma das personagens mais complexas que eu já vivi na vida”, relembra.

Para o futuro, a atriz já adianta que estará em estúdio nos próximos meses filmando um novo longa em Brasília. Além disso, a atriz também afirma que segue com outros trabalhos fora do meio artístico.

“O que o Brasil não sabe é que eu também tenho um lado empresária e palestrante. Essa minha vertente, quando não estou interpretando, fica muito viva. Então, eu to trabalhando muito e o meu lado atriz está quetinho”, conta.

Filme será exibido a partir de 2020

Com um novo olhar de Joinville e diversas reflexões, o filme será exibido nos cinemas de todo o país no próximo ano. A expectativa, segundo o diretor, é que a história da cidade e de seus personagens tão significativos sejam vistas em cada canto do Brasil.

“Levar esse filme para os cinemas nacionais é uma forma de descentralizar o volume de produção cinematográfico da região Rio-São Paulo. Então, essa exibição é uma forma de presentear a cidade e mostrar Joinville para outras pessoas do eixo nacional”, conta.

Ficha técnica

Roteiro e Direção: Anderson Dresch e Fabio Cabral

Produção executiva: Mari Silveira

Fotografia: Fabio Cabral

Diretor de arte: Alceu Bett

Diretor de produção: Soares Ordilei

Câmeras: Kleber Dresch e Giovani Rocha

Coordenação de produção: Tony Araujo

Figurino: Lucas David, Tereza Dresch

Maquiagem: Karina Oliveira

Som direto: Cleidim Costa

Montagem:  Marcelo Buti

Finalização e Colorização: Marco Requena

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