Morre Nico Ribeiro, grande amante do Carnaval de Florianópolis

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Aos 71 anos, morreu José Nicodemo Ribeiro, o Nico Ribeiro, na manhã desta terça-feira (24). Ele sofreu um infarto na cidade de Taubaté, no interior de São Paulo, onde morava. Nico deixa dois filhos, dois netos e dezenas de amigos queridos.

Nico Ribeiro morreu nesta terça-feira (24) em Taubaté – Foto: Reprodução/ND

Na semana passada, Nico havia se casado. Encontrou um antigo amor de infância que o levou da casa de descanso onde morava em Palhoça, para Taubaté. Nesta terça-feira, completariam uma semana de casados. 

O filho Rodrigo Ribeiro diz que o maior legado do pai é o amor ao Carnaval de Florianópolis. “Seu desejo era o de não deixar o carnaval morrer”, afirma.

O enterro de Nico acontecerá às 16h desta terça-feira, em Taubaté. Segundo Rodrigo, as cinzas do pai serão trazidas a Florianópolis, onde devem ser jogadas no Complexo Nego Quirido, como era seu desejo.

Amor pela cultura florianopolitana

O Carnaval de Florianópolis fez parte do dia-a-dia de Nico desde a década de 1970. 

Ele nasceu em Taubaté — distante 140 km de São Paulo — mas foi na Capital catarinense que viveu grande parte da vida. O pai era policial militar e a mãe dona de casa. 

Nico trouxe espetáculos como o dos trapalhões para Florianópolis – Foto: Arquivo Pessoal

Atuou como produtor cultural, trazendo à Ilha espetáculos como o do grupo Os Trapalhões, Angélica, Eric Clapton e Robert Stuart. Foi responsável por outros grandes eventos, como bem lembra seu amigo Caco Bastos. 

“Nós conhecemos na época em que eu trabalhava no Clube 12 [de Agosto] e ele estava na produção do Aberto Cultural. Um dos shows que ele trouxe foi o do Lulu Santos. Sucesso na época”, conta Caco, fundador do Bloco Sou + Eu. 

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Junto ao jornalista Aldírio Simões promoveu edições da festa Santa Cruz, na praia do Saquinho, no extremo Sul da Ilha. Também com Aldírio coordenou o Carnaval de Florianópolis por anos.  

Nico morou em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na capital fluminense, acompanhou pelo menos duas partidas de seu time do coração, o Figueirense, ao lado do amigo Leonardo Garofalis.

“Fomos ao Maracanã ver o Furacão jogar. Ele era apaixonado pelo clube”, diz o organizador do Berbigão do Boca. 

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