Músico Guilhermo Santiago toca 116 instrumentos

Luciano Moraes/ND

Improviso.Guilhermo faz música até com um cone de papel

“O meu conceito de música é muito particular”, afirma Guilhermo Santiago. Uma definição à palavra acaba se tornando apropriada depois que o multiinstrumentista anuncia o número de instrumentos que usa para extrair sons – são 116. Entre os mais atípicos, estão a campainha, o sino, garrafas afinadas com água, tubos de PVC, e, porque não, o próprio corpo. “Música é som com intenção”, define.
Mas o “som com intenção” não precisaria ser, necessariamente, agradável. O músico empresta a famosa cena do chuveiro do filme “Psicose”, de Alfred Hitchcock, como exemplo. “Aquela música não é, exatamente, agradável. Mas cumpre um papel fundamental na cena”, opina Santiago, que também é fissurado por trilhas sonoras.
A trajetória do músico não é das mais convencionais. Aos 14 anos, deixou a casa dos pais, na pequena cidade gaúcha de Herval. Aos 17 anos migrou para o Tocantins, onde viveu com a tribo indígena Xerente e ficou por dois anos. “Fiz minha primeira flauta de bambu aos nove anos e aprendi música onde poderia ter feito isso da melhor forma: na mata, ouvindo e reproduzindo os sons da floresta”, explica.
Os estudos informais que colecionou ao longo de suas peregrinações hoje são aplicados em palestras de recursos humanos. “É corrido”, resume, ao se referir sobre a sua agenda, em constante turnê, que vai de Campinas, passa por Brasília e segue até Manaus, dificilmente parando num lugar só.
Uma dessas palestars também foi por aqui. Em Joinville, o evento ocorreu na quinta-feira passada, no Ielusc, com o apoio da Tucunaré Produções Culturais.

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