Relógio raro está exposto em museu de Florianópolis

Atualizado

Artesão Geraldo Ziebarth, de 81 anos, responsável pelo conserto de uma peça especial – Foto: RICARDO WOLFFENBUTTEL/Secom/Divulgação/ND

Um relógio montado em 1943 e adquirido pelo Governo do Estado em 1945 durante o mandato de Nereu Ramos está em exposição a partir desta sexta-feira, 8. A peça, que passou por um trabalho de restauração que tomou 11 anos, poderá ser vista no Museu Histórico de Santa Catarina, sediado no Palácio Cruz e Sousa, em Florianópolis.

“É um relógio único no mundo”, afirmou, emocionado, o artesão Geraldo Ziebarth, 81 anos, responsável pelo conserto desse patrimônio.

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O relógio é praticamente todo feito em madeira de Imbuia, inclusive as engrenagens – o que é considerado algo raro. Apenas alguns eixos e parafusos são feitos com outros materiais metálicos. Os ponteiros e os números romanos são feitos em madeira de pau-marfim.

Relógio de alta precisão

A peça ganhou notoriedade na imprensa dos anos 1940 por ser um relógio de alta precisão. Foi construído utilizando uma técnica tradicional da cultura alemã, com madeira entalhada e engrenagens que garantem a marcação das horas, da data e das fases da lua. O autor de montagem tão delicada e habilidosa foi Alvino Ziebarth, pai de Geraldo Ziebarth.

Relógio raro marca até as estações do ano – Foto: Ricardo Wolffenbuttel / Secom/DivulgaçãoND

Manualmente, ainda é possível registrar as estações do ano. A peça ficou por mais uma década sob os cuidados do artesão Geraldo, que ao longo dos últimos anos desvendou o sistema de funcionamento do relógio e confeccionou novas peças para substituir as que estavam estragadas. Tanto Geraldo, quanto o pai são de São Bento do Sul, no Norte de Santa Catarina.

Relógio está exposto no Museu Histórico de Santa Catarina – Foto: RICARDO WOLFFENBUTTEL/Divulgação Secom/ND

Durante dois dias – 6 e 7 de novembro – o artesão montou o relógio no local onde ficará exposto: a Sala dos Governadores. O trabalho foi realizado com a precisão e a delicadeza que a peça exigia. A ação foi acompanhada por técnicos da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), órgão que administra o Museu Histórico de Santa Catarina.

A peça é chamada de “Relógio Histórico Alvino Ziebarth”, em homenagem ao construtor. Integra o patrimônio do Governo do Estado de Santa Catarina (Casa Civil).

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