Rohmanelli traz turnê com remixes de seu trabalho autoral para Florianópolis

Rohmanelli apresenta nesta quarta-feira em Florianópolis o show “Anomalous Transmix Tour”, no Cinema do CIC. Recentemente ele também levou a turnê para Salvador, e a próxima data também tem destino certo: Belo Horizonte. O cantor tem a pretensão ainda de levar o conceito Transpop para outras cidades do país e para o exterior. 

Rohmanelli apresenta nova turnê na Capital - Divulgação/ND
Rohmanelli apresenta nova turnê na Capital – Divulgação/ND

O CD “Anomalous”, totalmente autoral, foi lançado em 2016, quando Rohmanelli deu início à carreira solo. Desde então novas roupagens de suas canções foram feitas com remix de DJs de todo nacionais e internacionais, que misturam, por exemplo, o reggae e o techno.  “A ideia era reunir amigos, produtores daqui e de fora, mostrando essa heterogeneidade característica do meu produto”, diz o músico. 

Com produção artística de Ricardo Saugo, o show celebrará a parceria do artista com a Adeh (Associação em Defesa dos Direitos Humanos com Enfoque na Sexualidade) e com a Noite Suja, do Belém do Pará, que está na Capital para a apresentação. Outros nomes da cena artística catarinense também marcarão presença no palco, como: Denis Graeff de Oliveira, Ju Malinverni, Lirous K’yo Fonseca Ávila, Paulo Prog (Farra do Bowie) e Wagner Éffe. Todos farão participações nos singles do cantor e também levarão seus trabalhos próprios ao público. “Também quero colocar em foco a música autoral em Santa Catarina, porque a gente sabe como é difícil encontrar espaço para expressão”, diz Rohmanelli. 

Durante o show do performer, onde terão diversas trocas de figurino, também haverá a exibição dos sete clipes, todos produzidos por ele com a participação de diretores catarinenses, como Chris Abes, Bruno Ropelato, Lucas D´Avila, Antônio Rossa e Pico Garcez, da Bahia, que tem trabalhos com Ivete Sangalo e Claudia Leitte. 

Desconstrução de tudo 

Rohmanelli é italiano e mora no Brasil há 20 anos. Envolvido com a música desde criança, ele já passou pelo canto lírico, pop/rock e bandas, além de ser professor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Por meio do conceito que criou, Transpop, ele visa mostrar algo sem gênero definido, nem musicalmente ou conceitualmente, segundo o próprio artista.

Apesar do pouco tempo na estrada como solo e independente, ele acredita estar conseguindo bastante repercussão no mercado, tentando sempre expandir parcerias com novos DJs e produtores. “Tudo que produzo é com a tentativa de questionar os paradigmas totalitários e preconceituosos da contemporaneidade, seja social, religiosa, sexual ou musical. Trago a música eletrônica dançante vinculada a conteúdos mais politizados e incisivos. Por isso eu criei um termo, o Transpop, que transpassa todos os gêneros. O conceito é descontruir tudo”, finaliza ele. 

Serviço
O quê: “Anomalous Transmix Tour”
Quando: 14/3, 20h
Onde: Cinema do CIC, av. Irineu Bornhausen, Agronômica, Fpolis
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)

Música