Tchékhov predomina entre os autores favoritos dos convidados da Flip

PARATY, RJ (FOLHAPRESS) – Na tradicional sessão de encerramento da Flip, em que os escritores convidados leem trechos de seus autores favoritos, o nome de Anton Tchékhov foi invocado duas vezes.

O russo, tido como um dos maiores contistas da história, foi citado tanto pela franco-marroquina Leila Slimani quanto pelo britânico Simon Sebag Montefiore.

 Montefiore, autor de biografias sobre Stálin e da dinastia Romanov, leu o início e o final do conto “A Dama do Cachorrinho”, um dos mais famosos de Tchékhov, que conta a história de adultério envolvendo um banqueiro e uma jovem que já são casados.

Slimani, de “Canção de Ninar”, justificou sua escolha dizendo que ao conhecer o autor teve “o encontro da vida” e que se fosse contemporânea do autor, morto em 1904, teria se apaixonado.

 Montefiore, autor de biografias sobre Stálin e da dinastia Romanov, leu o início e o final do conto “A Dama do Cachorrinho”, um dos mais famosos de Tchékhov, que conta a história de adultério envolvendo um banqueiro e uma jovem que já são casados.

A filósofa paulista Djamila Ribeiro, expoente do movimento negro no país, leu um pedaço de “Eu Sei Porque o Pássaro Canta na Gaiola”, livro de memórias da poeta e ativista social americana Maya Angelou.

O poema “Mundo Grande”, de Drummond, foi o escolhido pelo carioca Geovani Martins, que desponta na literatura brasileira como uma voz no morro do Vigidal. “É um mantra na minha vida”, explicou, antes de ler versos que terminam com “Ó vida futura! Nós te criaremos”. 

A luso-moçambicana Isabela Figueiredo, autora de “Caderno de Memórias Coloniais”, homenageou a portuguesa Adília Lopes, porque “ninguém sabe em que gaveta colocá-la”.

A escritora argentina Selva Almada lembrou que seu país decidirá em breve a aprovação ou não do aborto, e leu um pedaço de “Enero”, romance da conterrânea Sara Gallardo, sobre uma mulher estuprada que se vê obrigada a casar com o homem que a violentou.

Mais conteúdo sobre

Variedades