Abilio Diniz ganha tapete vermelho no São Paulo e bancará auditoria

Com saída de Carlos Miguel Aidar, empresário deve participar mais ativamente da administração do clube e terá como primeiro ato contra a crise financeira a contratação da PwC

Divulgação

A renúncia de Carlos Miguel Aidar à presidência abriu espaço para a atuação de Abilio Diniz na administração do São Paulo. Torcedor fanático do clube e um dos empresários mais bem-sucedidos do país, Abilio há tempos está próximo da política tricolor, mas nunca com tamanha importância como deve acontecer agora.

Primeiro pela questão financeira. Pela primeira vez em anos, o bilionário está disposto a ajudar o São Paulo financeiramente. Com a provável eleição de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, para substituir Aidar até abril de 2017, Abilio manteve o prometido e se dispôs a bancar uma auditoria para analisar todos os contratos do clube e auxiliar na amortização da crise financeira.

A auditoria oferecida é a PwC, uma das mais conceituadas do segmento em todo o mundo. Leco ainda não bateu o martelo sobre a questão, até mesmo pelo momento político, mas já disse não ter como recusar.

Vale lembrar que Diniz já tinha se oferecido para bancar essa auditoria na gestão de Aidar, mas não houve resposta do ex-presidente. Comentou-se no Morumbi que o dirigente não queria ter seus contratos investigados por um órgão sugerido pelo empresário. Aidar chegou a dizer que já havia contratado a KPMG, outra empresa de auditoria, mas a negociação não se confirmou.

O empresário Abilio Diniz, torcedor fanático do São Paulo

Abilio também está inclinado a a ser investidor num fundo credor que pode ser criado como alternativa para a dívida. A ideia faz parte do plano de gestão de Alexandre Bourgeois, CEO indicado pelo empresário e que voltou ao clube.

O apoio de Abilio Diniz é encarado no São Paulo como essencial para o clube sanar a dívida que atualmente está na casa dos R$ 300 milhões.

– Ele (Abilio) certamente será uma figura que terá todo acolhimento e importância na minha presidência. A qualidade de empresário magnífico deve ser aproveitada. A paixão dele pelo clube me anima. Ele não terá cargo, pois não é conselheiro, mas sua ajuda será aceita – declarou Leco, em sua primeira entrevista coletiva como presidente interino.

Abilio não terá cargo, mas Leco sabe que o empresário terá de participar de decisões estratégicas. Resta saber se a influência se estenderá ao futebol. O empresário é amigo do auxiliar Milton Cruz, relação que já incomodou o ex-presidente Juvenal Juvêncio e o vice de futebol atual Ataíde Gil Guerreiro. Com a ajuda oferecida pelo bilionário, porém, e a boa aceitação no clube, a situação desta vez é diferente.

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