Alvinegros celebram final de 2007, mas lamentam “perda da oportunidade”

Atualizado

Menos de 24h antes da bola rolar para Figueirense x Fluminense, pela 3ª fase da Copa do Brasil 2020, o sentimento que paira sobre o estádio Orlando Scarpelli é um misto de saudade com lamento.

Carlos Alberto, que passou pelo Figueirense anos depois, era o capitão tricolor na ocasião – Foto: Crsitiano Andujar/especial para o ND+/arquivo

É mais ou menos a linha que norteia a lembrança de alguns torcedores do Figueirense, quase 13 anos depois da grande final da competição, vencida, na ocasião, pelo Tricolor das Laranjeiras.

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Para Israel Nunes Córdova, 37 anos, o dia ficou marcado. Apesar do vice-campeonato, Isreal admite que é um “orgulho que move” ele até hoje na condição de torcedor.

“Estava assistindo o jogo de pé no tobogã [a esquerda das cabines de imprensa] e, dali, via a montagem do palco onde minutos depois o Fluminense fez a festa com ex-alvinegros que estavam em campo comemorando bastante como Soares e Cícero”, relembrou o alvinegro que é assessor parlamentar.

Roger Machado voa para comemorar seu gol com a camisa do Fluminense – Foto: Crsitiano Andujar/especial para o ND+/arquivo

Israel ainda lembra que o revés doeu por saber que, o mais difícil, foi feito pelo Figueirense. Em seu entendimento eliminar o Botafogo e arrancar um empate com o Flu, no Rio de Janeiro, foram missões mais complicadas.

“Entramos para a decisão campeões já que o empate em 0 a 0 nos dava o título. Doeu bastante, mas o orgulho de ter chegado a uma decisão de Copa do Brasil me move até hoje”, admitiu.

Por fim ele lembra ainda que, o eventual título, na ocasião, não seria garantia de grandeza atualmente. Para justificar sua opinião, Israel pontuou os casos de Criciúma, Juventude-RS, Santo André-SP e Paulista de Jundiaí-SP como “cases” sem sucesso.

“É uma questão de gestão, sendo campeão ou não”, ponderou.

Nunca mais teremos uma oportunidade de ganhar

Para o alvinegro Fábio Henrique de Carvalho Flores, 50 anos, servidor federal, não é possível afirmar um patamar acima para o Figueirense, mas ele defende a ideia de chance desperdiçada.

“Nunca mais teremos uma oportunidade de ganhar uma Copa do Brasil, era pra ter sido aquela vez. Não sei se estaríamos em outro patamar, mas a chance de título daquela grandeza acho que nunca mais”, lamentou Fábio que esteve no estádio Maracanã, partida de ida que terminou empatada em 1 a 1.

Partida entre Fluminense x Figueirense, na ida, no estádio Maracanã – Foto: Fábio Henrique de Carvalho Flores/divulgação

Apesar do atual pessimismo, Fábio conta que, na época, o sentimento era de confiança na conquista da taça. O então otimismo era fundamentado no resultado arrancado dentro do estádio Maracanã lotado.

A euforia, ainda de acordo com o torcedor, foi inversamentre trocada pelo sentimento de “dor”.

“A dor da derrota é infinitamente maior que o orgulho de chegar a final, lembro que parecia que tinha perdido alguém da família, fiquei três dias sem ver TV para não ter chance de assistir reportagem do jogo”, relembrou.

Inversão de papeis

O duelo desta quarta-feira (11), marcado para às 19h15, promete colocar frente a frente um encontro a parte e curioso. Arouca, pelo Figueirense e Henrique, pelo Fluminense, estiveram em campo naquelas finais.

Arouca, pelo Fluminense e Henrique pelo Figueirense; atletas poderão se encontrar em campo com camisas inversas – Foto: Crsitiano Andujar/especial para o ND+/arquivo

A presença, no entanto, fora registrada em papeis invertidos. Enquanto Arouca era cão de guarda no Tricolor, Henrique, autor do gol no Maracanã, era volante no Furacão.

Fábio, apesar da tristeza em recordar a perda do título, esteve no Maracanã e admitiu lembrar com carinho do gol de Henrique, com a camisa alvinegra.

“O Henrique pegou um rebote na intermediária… a bola meio que escapou e foi para o Claiton Xavier que só deu um toquinho na bola para o Henrique meter um chutaço de muito longe. Golaço”, relatou.

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