TJD-SC reduz pena do volante Bruno Silva e mantém do Figueirense

O TJD-SC (Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina), em julgamento realizado na sede da FCF, em Balneário Camboriú, na noite desta quinta-feira (20) analisou os recursos trazidos e entendeu por reduzir a pena do volante Bruno Silva. O volante, então punido com oito jogos, teve sua pena reduzida para seis jogos de suspensão.

Já o Figueirense, além dos R$10 mil mantidos, teve a pena de um jogo sem mando de campo mantida. A “vantagem” do alvinegro ficou com a possibilidade de realizar essa partida dentro do estádio Orlando Scarpelli com os portões fechados.

Mesa de julgamento do recurso da confusão registrada no clássico. – Foto: Diogo de Souza/ND

Debate acalorado

No debate mais acalorado e extenso da noite, a pena do volante Bruno Silva restou reduzida pela maioria dos votos, findado pelo presidente do TJD-SC, Rodrigo Titericz. Embora o atleta tenha sido mantido no artigo 254-A que incide sobre “praticar agressão física durante a partida, prova ou equivalente”, a pena passou de oito para seis jogos de suspensão.

Logo após a definição, o procurador-geral, Rodrigo Bayer, sugeriu um recurso junto ao pleno do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). A procuradoria, assim como o Avaí, têm interesse em “adequar” a pena. A formalização das propostas, no entanto, dependem da publicação do acórdão que deve acontecer na próxima semana.

Nenhum centímetro mais”

Foi com esse discurso que a defesa do Figueirense fez o uso da palavra. Com um recurso sugerindo a redução, o advogado Nikollas Bottós lembrou que o clube, como “comprovado nos autos”, já sofrera demais com os prejuízos no clássico.

No julgamento da 2ª comissão disciplinar a defesa já acrescentara as notas das despesas indicando R$ 40 mil para arrumar os problemas “deixados” no duelo também fora de campo [O Figueirense foi derrotado por 2 a 0 pelo Avaí].

A partir da defesa de Nikollas Bottós o Figueirense teve a pena mantida em um jogo sem mando de campo. Essa partida, no entanto, poderá ser realizada no estádio Orlando Scarpelli com os portões fechados.

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Torcedor do Figueirense invadiu o campo e precisou ser retirado pela Polícia Militar após se envolver em confusão no banco de reservas do Avaí – Eduardo Valente/Estadão conteúdo/ND

Três recursos analisados

Dentro do processo envolvendo os recursos do clássico entre Figueirense 0 a 2 Avaí foram três recursos analisados. O primeiro dele, assinalado pelo Avaí, onde a defesa do clube sugerira a redução da pena de Bruno Silva. O advogado do Leão, Osvaldo Sestário, adotou a estratégia de desqualificar o artigo 254-A para o artigo 258. No entendimento da defesa, mais uma vez, Bruno Silva foi “vítima” de um torcedor que não era “partícipe” do espetáculo.

O outro recurso foi protocolado pelo Figueirense que defende a manutenção da pena de R$10 mil e mando do jogo dentro do estádio Orlando Scarpelli, com os portões fechados.

O último recurso foi assinado pela procuradoria do TJD-SC (Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina) que entendeu a pena sobre o Figueirense como “branda”. Apesar de entender “justa” a multa de R$ 10 mil, aliada aos R$ 40 mil de prejuízo pela quebra dos acrílicos, a procuradoria buscou aumentar a perda do mando de campo para dois jogos.

Pena reduzida no Sul

No primeiro processo analisado, um outro recurso julgado pelo pleno do TJD-SC, o presidente de Criciúma, Jaime Dal Farra teve sua pena reduzida. Antes analisada e imposta em 90 dias de suspensão, o mandatário terá que ficar afastado por 45 dias. A multa de R$5 mil foi mantida.

O presidente do Tigre, após uma derrota no estadual para o Juventus de Jaraguá do Sul por 3 a 2, usou o microfone de uma rádio para protestar contra a FCF (Federação Catarinense de Futebol) onde proferiu xingamentos.

A pena foi reduzida e definida pela maioria dos votos dos auditores em 3 a 2.

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