Após dar prejuízos em 2013, Fiel já faz o Timão iniciar 2014 longe de casa

Antes 12º jogador nas arquibancadas, torcida já começa a dar problemas em 2014. Nesta quarta-feira, de novo punido por tribunal, Corinthians jogará no interior

Divulgação

A primeira partida do Corinthians como mandante em 2014 não será em casa. Nesta quarta-feira, às 22h, contra o Paulista, no Estádio Décio Vitta, em Americana (SP) (com transmissão em tempo real no LANCE!Net), o Timão volta a pagar o pato por causa de ações de parte de sua torcida – o uso de sinalizadores na final do Paulistão do ano passado, contra o Santos, na Vila.

Jogar longe do Pacaembu tem virado rotina para o time de Parque São Jorge. No último Brasileirão, foram cinco jogos – contra Bahia, Atlético-PR, Criciúma, Santos e Fluminense –, além de uma partida com portões fechados pela Libertadores. Em todos eles, integrantes de organizadas foram responsáveis pelas ações: em Oruro, na Bolívia, um sinalizador atingiu e matou um adolescente; em Brasília, dezenas de torcedores brigaram com vascaínos na arquibancada; e em Campo Grande (MS), foi atirada uma garrafa de plástico no auxiliar da arbitragem.

Neste ano, o primeiro erro aconteceu no último domingo, na estreia contra a Lusa: um torcedor corintiano invadiu o campo para “homenagear” o técnico Mano Menezes. Com o infrator identificado e registrado o Boletim de Ocorrência, o clube, felizmente, não será punido desta vez.

O prejuízo não é só técnico. A questão financeira pesa e faz o Corinthians perder alguns milhões, além de ver o público despencar – nos jogos do interior, a média de público foi de apenas 14.534 pagantes, contra quase 28 mil no Pacaembu.

– Tivemos grandes perdas durante o Brasileiro. Digamos que deixamos de lucrar uns R$ 5 milhões. Fora que você tem que deixar sua estrutura pronta em São Paulo. Pagar hotel, local para realizar treinos… É muito danoso para o clube em todos sentidos – afirma o diretor de finanças do clube, Raul Correa da Silva.

Os deslocamentos aumentam ainda o cansaço e a insatisfação dos jogadores. O time paga por isso.

– Depois do jogo de quarta-feira, por exemplo, vamos chegar no CT por volta das 2h da madrugada de quinta. Os atletas vão dormir e treinar no dia seguinte porque tem jogo sábado. No ano passado, chegávamos de Porto Alegre (RS) na quinta e já íamos para o interior na sexta – diz Saulo Magalhães, responsável pela logística de viagens do clube.

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