Conteúdo por Gazeta Esportiva

Ataque do Corinthians ainda não embalou no ano; comentaristas explicam o motivo

O Corinthians tem o terceiro pior ataque do Campeonato Brasileiro com apenas seis gols anotados em nove jogos. Em perspectiva, a marca do Alvinegro só perde para as de Avaí e CSA, lanterna e vice-lanterna da competição respectivamente.

O fraco desempenho ofensivo, porém, não é exclusividade do torneio nacional. Mesmo vencendo o Campeonato Paulista, a equipe de Fábio Carille só balançou as redes 16 em 18 jogos. Arredondando todo o ano, são 40 tentos em 38 partidas, média de 1,05 gol por jogo. Durante a intertemporada, o Corinthians fez três amistosos, contra Botafogo-SP, Vila Nova e Londrina, balançando as redes quatro vezes.

(Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Para explicar o pequeno número de gols na temporada, perguntamos ao comentaristas da TV Gazeta Chico Lang e Alberto Helena Jr., além do setorista do Timão na Gazeta Esportiva Tomás Rosolino, o que está acontecendo com o ataque corintiano. Confira:

Chico Lang, comentarista da TV Gazeta: “O ataque não encaixou, essa é a grande verdade. E não encaixou, não porque não tenha bons jogadores de ataque, porque tem por exemplo o Vagner Love, o Clayson, grandes jogadores que podem aproveitar, o próprio Boselli, o Gustagol. O problema todo é a armação no meio-campo, falta o arco. Tá cheio de flecha e não tem o arco!

O Pedrinho joga muito melhor pelo meio porque ele tem o drible curto, bate bem para o gol e tem esse passe que está faltando, acho que ele está indo para a posição certa dele, mas ainda não da para colocar a responsabilidade nos ombros dele, a responsabilidade tem que ser do Jadson, que tem experiência, cinco títulos nas costas e está acostumado com o peso da camisa do Corinthians. O Jadson tem que ser cobrado para entrar em forma o mais rápido possível. Estamos na metade do ano e o cara não entrou em forma”.

Alberto Helena Jr., comentarista da TV Gazeta: “Porque não tem armação, o meio de campo é ruim, é fraco, falta um meia armador, que era o Jadson nas temporadas passadas, mas ele não tem mais condição. Poderia ser o Pedrinho se ele fosse fixado na meia, mas o Carille prefere colocar ele na ponta direita, e aí não funciona mesmo. E além do mais, é o conceito de um time que foi desenvolvido no sentido de ter uma defesa forte e um ataque fraco.

Acho que ele teria que mudar o meio de campo, por exemplo, o Ralf é um terceiro zagueiro, ele (Carille) poderia colocar o Júnior Urso ali e dois meias para ter um processo de criação adequado, como por exemplo o Matheus Vital e o Pedrinho, escalar um ponta direita de verdade, o Clayson e o Love de centro-avante. Boselli desista, porque não funciona mesmo. Ele teria um pouco mais de trato com a bola e aí teria que dar tempo ao tempo, deixar os meninos ali, senão não vai funcionar”.

Tomás Rosolino, repórter da Gazeta Esportiva: “É difícil falar que é a mesma coisa do que o 1º semestre porque já parece um time diferente. Antes ele (Carille) jogava em um 4-3-3, com o Sornoza compondo mais o meio-campo do que sendo um armador, e ele está com a ideia de ter um armador. O problema é que o cara escolhida por ele é o Clayson, que não treinou boa parte da parada, só jogou o último jogo, 45 minutos contra o Londrina, e não jogou muito bem na minha avaliação. E na avaliação do Carille, ele precisa de um jogador de profundidade pela ponta, o Pedrinho não é este cara, seria o Everaldo, e o Everaldo não jogou nenhum amistoso, então o Carille com certeza não conseguiu preparar o que ele queria durante a Copa América.

Acho que o Corinthians não conseguiu encontrar o equilíbrio, que o Tite, o Mano e o Carille, todo mundo dessa leva de treinadores do Corinthians, gosta de dizer”.

Mais Esportes