Atleta catarinense brilha no basquete italiano de base

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Aos 15 anos, o jovem Henrique Curi Moraes Seixas disputou neste mês de fevereiro a 2ª etapa da Liga Europeia de Basquete (EYBL – European Youth Basketball League), na Hungria, pela equipe Rimini Crabs, da Itália. O ex-atleta da AGFEB (Associação Grande Florianópolis Escola de Basket) está morando, estudando e treinando no Velho Continente desde novembro de 2018 e vem chamando a atenção de dirigentes e da comissão técnica da equipe italiana pelo excelente desempenho. O jovem ala, que tem a família residente no bairro Rio Vermelho, foi descoberto pela Interperformances, que tem como dirigente o presidente da AGFEB, Marco Biscaro, responsável pela identificação de novas promessas no esporte e gerenciamento das respectivas carreiras.

Henrique tentou a sorte em outros esportes, mas se deu bem com a bola nas mãos - Divulgação/ND
Henrique tentou a sorte em outros esportes, mas se deu bem com a bola nas mãos – Divulgação/ND

Em sua primeira competição internacional, Henrique colaborou para três vitórias dos quatro jogos disputados na semana passada. “Apesar de ser o meu primeiro torneio, os jogos aqui na Europa são muito fortes e pesados. A experiência de disputar a EYBL foi muito boa, principalmente por jogar na categoria sub-20. Estou passando por muitos aprendizados e um deles é de que para chegar à carreira profissional o atleta precisa ser persistente, porque os obstáculos são constantes”, contou o jovem atleta.

Antes de iniciar no basquete, Henrique praticou futsal, natação e judô, mas foi com a bola nas mãos que encontrou o esporte preferido. Nascido em Curitiba (PR), o ala conheceu a modalidade por influência da família e de amigos. Em pouco tempo, ele já colecionava títulos e convocações para a seleção paranaense. Em 2016, a família mudou-se para Santa Catarina. Em Blumenau, no Vale do Itajaí, o atleta foi cestinha pelas equipes que defendeu.

Em 2018, Henrique foi incorporado ao elenco da AGFEB. Pelo excelente desempenho em quadra, o ala foi pré-selecionado para disputar o Sul-Americano, em novembro do ano passado no Uruguai, mas uma lesão adiou esse sonho. Agora, na Itália, o jovem atleta dribla os obstáculos de viver longe da família. “As minhas maiores dificuldades aqui são o idioma e a maneira de como a equipe joga. Tive que me habituar muito rápido, pois é completamente diferente do Brasil. A casa dos atletas é organizada. A convivência com os colegas também é um crescimento pessoal e esportivo. Apesar disso, tenho saudades de comer arroz, feijão e o bife à milanesa da minha mãe”, disse o ala.

Família sempre presente

Para a mãe de Henrique, Suzara Missino Curi, o jovem sempre foi uma criança que encontrou soluções. “A saudade é quase do tamanho do oceano que nos separa, mas tenho certeza de que eduquei o meu filho para a vida, com muita responsabilidade e ciente dos seus direitos e deveres, porque ele é focado, maduro, destemido e desafiador. Sempre mostrei que não foi porque se machucou em uma brincadeira, que não vai mais brincar. Tem sempre que tentar de novo, aprender que a vida é assim mesmo. Às vezes nos derruba, mas temos sempre que levantar”, afirmou a fisioterapeuta.
A próxima etapa também será realizada na Hungria, a partir do dia 21, quando o ala completa 16 anos de idade.

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