Conteúdo por Gazeta Esportiva

Audiência pública discute a regulamentação dos eSports no Brasil

A primeira audiência pública para discutir o Projeto de Lei 383/2017 foi realizada nesta quinta-feira. A proposta é do senador Roberto Rocha (PSDB-MA) e busca regulamentar a prática de eSports no Brasil.

A discussão foi promovida pela senadora Leila Barros (PSB-DF), que recentemente se envolveu em uma polêmica com a comunidade dos games. No início de junho, em outra audiência, ela afirmou que “as pessoas têm que entender que quando a gente fala sobre jogos eletrônicos, jogos de tabuleiro e esportes, são coisas distintas”. Ela acabou se desculpando depois da repercussão negativa e solicitou o debate, dizendo que se interessava em conhecer visões diferentes sobre o assunto.

Leila é ex-jogadora de vôlei e defendeu, na ocasião, que os jogadores profissionais de esportes eletrônicos não podem ser considerados atletas. “Quando se fala de esporte, tem que ser ouvida a comunidade esportiva, porque existe uma preparação para ser atleta, para se entrar em quadra e representar um país, uma liga ou uma empresa. O alto rendimento é isso. É uma entrega”, ressaltou a senadora. Nesta quinta, a ex-jogadora de vôlei agradeceu por ter aprendido mais sobre eSports.

Personalidades dos eSports presentes no debate desta quinta-feira (Foto: Reprodução/Twitter Leo De Biase)

O encontro desta quinta contou com nomes importantes do cenário de eSports brasileiro, como David Leonardo, presidente da Federação de Esportes Eletrônicos do Distrito Federal, Lucas Simon, CEO da INTZ, Alexandre “Kakavel” Peres, CEO da Team oNe, Leonardo de Biase, CEO da ESL Brasil, e Nicolle “Cherrygumms”, CEO da Black Dragons.

Do outro lado da mesa, estavam presentes o deputado federal Coronel Chrisóstomo (PSL-RO) e os senadores Styvenson Valentim (Podemos-RN) e Eduardo Girão (Podemos-CE), que defendem restrições maiores aos vídeo-games que seriam considerados eSports.

Regulamentar os esportes eletrônicos significa determinar leis para todo o tipo de relação que acontece dentro da modalidade, seja entre equipes e atletas, ou equipes e empresas, dentre outras, como acontece em esportes como o futebol.

A discussão do projeto ocorre na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática, e se encontra ainda em fase inicial. Portanto, o texto ainda deve sofrer alterações antes de uma possível aprovação.

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Audiência pública discute a regulamentação dos eSports no Brasil

A primeira audiência pública para discutir o Projeto de Lei 383/2017 foi realizada nesta quinta-feira. A proposta é do senador Roberto Rocha (PSDB-MA) e busca regulamentar a prática de eSports no Brasil.

A discussão foi promovida pela senadora Leila Barros (PSB-DF), que recentemente se envolveu em uma polêmica com a comunidade dos games. No início de junho, em outra audiência, ela afirmou que “as pessoas têm que entender que quando a gente fala sobre jogos eletrônicos, jogos de tabuleiro e esportes, são coisas distintas”. Ela acabou se desculpando depois da repercussão negativa e solicitou o debate, dizendo que se interessava em conhecer visões diferentes sobre o assunto.

Leila é ex-jogadora de vôlei e defendeu, na ocasião, que os jogadores profissionais de esportes eletrônicos não podem ser considerados atletas. “Quando se fala de esporte, tem que ser ouvida a comunidade esportiva, porque existe uma preparação para ser atleta, para se entrar em quadra e representar um país, uma liga ou uma empresa. O alto rendimento é isso. É uma entrega”, ressaltou a senadora. Nesta quinta, a ex-jogadora de vôlei agradeceu por ter aprendido mais sobre eSports.

Personalidades dos eSports presentes no debate desta quinta-feira (Foto: Reprodução/Twitter Leo De Biase)

O encontro desta quinta contou com nomes importantes do cenário de eSports brasileiro, como David Leonardo, presidente da Federação de Esportes Eletrônicos do Distrito Federal, Lucas Simon, CEO da INTZ, Alexandre “Kakavel” Peres, CEO da Team oNe, Leonardo de Biase, CEO da ESL Brasil, e Nicolle “Cherrygumms”, CEO da Black Dragons.

Do outro lado da mesa, estavam presentes o deputado federal Coronel Chrisóstomo (PSL-RO) e os senadores Styvenson Valentim (Podemos-RN) e Eduardo Girão (Podemos-CE), que defendem restrições maiores aos vídeo-games que seriam considerados eSports.

Regulamentar os esportes eletrônicos significa determinar leis para todo o tipo de relação que acontece dentro da modalidade, seja entre equipes e atletas, ou equipes e empresas, dentre outras, como acontece em esportes como o futebol.

A discussão do projeto ocorre na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática, e se encontra ainda em fase inicial. Portanto, o texto ainda deve sofrer alterações antes de uma possível aprovação.

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