Augusto Inácio reclama do elenco: “Estamos muito debilitados em termos de opções”

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A perda da Recopa Catarinense no último sábado (18) diante do Brusque, no estádio da Ressacada, gerou incômodo no recém-chegado treinador português, Augusto Inácio. Em entrevista ao canal BOLA TV, de Portugal, o “mister” admitiu que nem tudo tem corrido bem em seus primeiros dias no Brasil.

Treinador se mostrou insatisfeito com opções no elenco e tempo de preparação – Foto: Divulgação/Avaí/ND

Os poucos dias de pré-temporada – o Avaí iniciou os trabalhos no dia 6 de janeiro – e a decisão da recopa já no dia 18 geraram desconforto no treinador. “Se fosse eu a escolher nunca iria jogar aquela final nesta altura, mas o jogo já estava marcado. Foi muito fácil o Avaí ter perdido. Com nove dias de treinos, sem termos feito jogos-treino, só tive oportunidade de fazer um treino coletivo”, afirmou o treinador.

Inácio ainda falou da falta de opções no elenco avaiano para o comando do ataque. “Estamos muito debilitados em termos de opções, os meus três avançados (centroavantes) têm 20 anos, os extremos que vieram estão lesionados, dos sete novos jogadores que alinharam ante o Brusque, cinco deles a muitos meses que não tinham competição”, reclamou.

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Pré-temporada curta

À TV o treinador ainda afirmou não querer dar desculpas, e lembrou que a equipe irá fazer a pré-temporada “durante a competição”. “A torcida quer ganhar, mas nada se faz de um dia para o outro. Já falei com o presidente, ou há soluções ou as coisas não têm pernas para andar. Vim com uma missão [subir a Série A], mas para ser cumprida temos de ter jogadores. Estar aqui só por estar não vale a pena”, pontuou.

Augusto ainda falou sobre a falta de um extremo e um ponta-de-lança (centroavante e ponta). Getúlio e Rildo, reforços que chegaram esta temporada, não estão aptos para entrar em campo. O primeiro se recupera de lesão muscular e o segundo segue fazendo recondicionamento físico.

Sem opções, o treinador afirmou que terá que improvisar na estreia do estadual. “Sem extremos, como é que vou poder jogar no meu sistema preferido de 4-2-3-1? Sou português, sei que a expectativa é bastante grande. Mas se sentir que não vem mais ninguém, o melhor é dar o lugar a outro. Os portugueses podem ser bons, mas não fazem milagres”, afirmou.

Treinador reitera ponto de vista

Em coletiva na manhã desta terça-feira (21) no auditório do estádio da Ressacada, em Florianópolis, o treinador ratificou seu ponto de vista.

Treinador não fugiu da pergunta sobre a polêmica entrevista – Foto: Reprodução/TV Avaí

“É verdade que contratamos alguns jogadores com currículo, mas não adianta currículo se não puder jogar. Getúlio e Rildo não estão prontos pra jogar. De extremo, temos o Gustavo Poffo e o Da Silva. Neste momento, o que a torcida quer ainda não podemos dar”, reiterou.

Questionado sobre a entrevista ao canal português, o treinador afirmou que este é o plantel que tem em mãos, mas enfatizou que não é o suficiente para “atingir os objetivos da temporada”.

Sobre a frase “estar aqui só por estar não vale a pena”, o técnico afirmou que pessoas estão trabalhando para levar o Avaí à frente, e que disse a frase em relação ao tempo curto de preparação e as opções atuais do elenco.

“Quem tem a ambição do Avaí tem que estar estruturado, sem ser em nomes, mas em rendimento. Apenas nomes não jogam”, afirmou.

O Avaí estreia no Campeonato Catarinense nesta quarta-feira (22) diante da Chapecoense, na Arena Condá, em Chapecó. O Leão busca o bi do Campeonato Catarinese, e consequentemente, alcançar o maior rival, Figueirense, em número de títulos estaduais.

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