Avaí x Chape entram em campo para definir maior vencedor do confronto

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O Avaí recebe a Chapecoense no próximo domingo (24), a partir das 19h, no estádio da Ressacada, em duelo válido pela 34ª rodada da Série A. Se engana quem pensa que, por estar matematicamente rebaixado, o Leão da Ilha não tem mais o que fazer na competição.

Avaí x Chapecoense, na final do Catarinense 2019. Jogo marcado por polêmica, mais uma vez. – Foto: Frederico Tadeu/ND

Clássico é clássico e vice-versa. O ex-centroavante Mário Jardel, além de muitos gols, construiu sua carreira (também) por expressões como essa que abre o parágrafo.

Ainda que seja uma eterna redundância, não pode ser vista como uma verdade. Avaí e Chapecoense, ainda que estejam separados por cerca de 550 quilômetros, vêm travando duelos quentes desde o estadual até as competições nacionais.

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Dos últimos três campeonatos Catarinenses, decidiram dois, em 2017 e 2019 com um título pra cada lado. As duas finais, inclusive, foram marcadas por muita polêmica com a arbitragem, um ingrediente considerável quando é preciso esmiuçar o conceito de “clássico”.

Números iguais

Ainda que haja resistência para encarar avaianos e condás como grandes rivais, os números envolvendo os confrontos impressionam pelo nível de igualdade: são 154 jogos com 55 vitórias pra cada lado e 44 empates.

Os números são de acordo com o historiador e presidente do Conselho Deliberativo do Avaí, Apyros Apóstolo Diamantaras.

Se para o time mandante a pontuação pouco vai importar, o duelo será mais uma oportunidade de realizar um tira-teima entre as duas instituições catarinenses.

Chape respira por aparelhos

O discurso em Chapecó é de acreditar até o fim, até onde a matemática permitir. No momento, restando apenas cinco partidas para o término da competição, o time de Marquinhos Santos precisa vencer todos os seus compromissos e, em paralelo, torcer para resultados dos adversários diretos. Com 25 pontos, a Chapecoense está a 11 pontos do Cruzeiro, primeiro time fora do Z4.

Marquinhos Santos conversa com o grupo de jogadores; esperança é a última que morre – Foto: Márcio Cunha/ACF

De acordo com o Departamento de Matemática da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), a Chape reúne 99,86% de chance de queda à Série B.

Se a queda for consolidada, será o primeiro rebaixamento do represente do oeste de Santa Catarina.

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