Balancete do JEC 2011

    O site do Joinville publicou ontem o balanço patrimonial de 2011. Observando os números, podemos encontrar algumas informações curiosas. Em relação às receitas, por exemplo: houve crescimento de R$ 1,3 milhão para R$ 2 milhões de patrocínios por ano. A arrecadação com as mensalidades dos sócios também subiu de R$ 2,2 milhões para R$ 2,9 milhões, quase R$ 3 milhões. O balancete mostra que são os sócios quem “sustentam” o Joinville. As arrecadações das bilheterias tiveram significativo aumento: de R$ 300 mil para R$ 1,2 milhão. Se levarmos em consideração o total de receitas de 2011 para 2010, o JEC teve aumento de R$ 3,1 milhões. Todo este crescimento, no entanto, não impediu que o clube fechasse o ano no vermelho – déficit de R$ 2 milhões. Foram gastos R$ 8,1 milhões no ano exclusivamente com o futebol. Portanto, o clube ainda teria R$ 1,2 milhão de superávit. Mas, os gastos administrativos empurraram o clube para este déficit.   

Sem surpresa…

    Tenho acompanhado os balancetes do JEC e o clube só alcançou superávit em 2009 – quando não jogou e teve como grande receita a venda do volante Ramires por 1,5 milhão de euros. De lá para cá, os déficits aumentaram. No ano passado, o presidente Marcio Vogelsanger chegou a declarar que o JEC tinha déficit mensal de quase R$ 200 mil. Portanto, a conta “fecha” neste déficit anual de R$ 2 milhões.

Mais dívidas

 

Rogerio da Silva/ND

Presidente Marcio Vogelsanger conviveu com problemas financeiros em 2011

 

     O número mais preocupante do balancete é o passivo a descoberto – as dívidas totais do clube. De acordo com o que foi publicado pelo site, o JEC pagou R$ 2,3 milhões de dívidas em 2010, mas terminou o ano com déficit de R$ 2 milhões, logo, fechou 2010 com passivo R$ 3,1 milhões. Em 2011, a situação piorou. Com o déficit de mais R$ 2 milhões, hoje o clube soma R$ 5,2 milhões de passivo a descoberto. Ou seja, o ano de 2011, apesar do acesso à Série B e o título da Série C, custou muito caro ao JEC.

Equilíbrio

   Na quarta-feira, quando anunciou que permaneceria durante mais 60 dias no clube, o presidente Marcio Vogelsanger garantiu que hoje as finanças do JEC estão equilibradas. Com o acréscimo das receitas de televisão, a ajuda da CBF com o pagamento de viagens e hospedagens na Série B, o aumento de receitas de patrocinadores e das mensalidades dos sócios, imagina-se que o clube possa resolver alguns dos seus problemas. Mas, é evidente que as despesas também aumentarão. Agora, este fardo ficará nas mãos Nereu Martinelli, que precisará encontrar investidores para diminuir as dívidas do clube.