Brasileiros na argentina festejam vitória da seleção

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Os 8 graus nos termômetros de Buenos Aires não foram suficientes para esfriar a paixão do brasileiro pela seleção. Nos bares de Abasto, na região central do país vizinho, a língua oficial era português na noite desta terça-feira (2). Mas não havia lugar onde a partida histórica da Copa América não fosse acompanhada com atenção e tensão. Mesmo nos bares de futebol mais tradicionais da cidade, como o Locos x El Futebol, na Recoleta, a camisa verde e amarela estava lá. Em San Telmo e Palermo, bairros conhecidos pela boemia, os bares ficaram lotados, mas a expectativa dos hermanos não foi correspondida pelos jogadores em campo, que levaram a derrota de 2×0 para o Brasil.

Em Abasto brasileiros e argentinos assistiram a partida – Jack Moraes – Jornalismo Sem Fronteiras (12)

A televisão argentina anunciou a disputa como o “jogo dos sonhos”, mas o histórico de rendimentos da seleção de Messi que não vive um momento de glória desde 1993, última vez que o Brasil não passou pela Argentina na competição, não evitou críticas e dúvidas os próprios argentinos.

O argentino Juan Manuel criticou a equipe e eximiu o craque Lionel Messi de qualquer culpa: “Ele é o melhor jogador, mas não pode fazer nada sozinho. Não temos um time. Essa é a verdade.”. Isolda Elias, parabenizou os brasileiros: “Se a final for entre Brasil e Chile, vou torcer para o Brasil sem dúvidas. Para mim, nossa rivalidade com o Chile é maior”.

E apesar de levar o nome de um ícone do tango argentino, a rua Carlos Gardel foi tomada de verde e amarelo, aonde a festa se estendeu ao ritmo funk, sertanejo e pagode. Nos bares Gambino, La Parrilla de Jesus e Quechua rest, o grito foi de “sou brasileiro, com muito orgulho e muito amor”. A poucos metros dali, no shopping Abasto, os argentinos não conseguiam esconder a tristeza e angústia do placar.

O ND+, em parceria com o programa Jornalismo Sem Fronteiras, acompanhou em Belo Horizonte e em Buenos Aires todos os momentos da disputa. A equipe se dividiu para acompanhar os argentinos, na Recoleta e San Telmo, e os brasileiros, em Abasto.

A tensão dominou os 90 minutos a esperança por um gol portenho diminuía enquanto a partida se estendia. As ruas nos bairros iam ficando vazias de bandeiras alve celeste enquanto o verde e amarelo tomava lugar. Um torcedor verde amarelo arriscou uma comemoração em um dos bares de San Telmo enquanto os argentinos sofriam calados.

Brasil e Argentina – Jack Moraes

Quando a derrota estava certa, algum argentino ainda arriscava “Huevos” (vamos com raça), mas a maioria já não acreditava em uma virada.

A festa se estendeu noite a dentro nas ruas de Abasto. Os argentinos não seguiram o mesmo embalo. Foram dormir mais cedo.

Jornalistas Sem Fronteiras na Argentina

O Jornalismo Sem Fronteiras é uma experiência prática de formação profissional que leva jornalistas para a Argentina em uma imersão na realidade de um correspondente internacional. Durante o programa são realizadas conversas com jornalistas locais, correspondentes de outros países, além de visitas em redações e, acima de tudo, coberturas dos principais acontecimentos que se passam no país vizinho para reportagens publicadas nos veículos brasileiros.

Viajaram à Argentina Fábio Bispo , Malu Mões, Nico Ferreira, Marcelo Mariano, Larissa Albuquerque, Jack Moraes, Sofia schuck e Letícia Tiossi pelo programa Jornalismo Sem Fronteiras.

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