Conteúdo por Gazeta Esportiva

Cabeça de chave número 3, Nadal alfineta Wimbledon; entenda “ranking da grama”

O Grand Slam de Wimbledon começa na próxima segunda-feira, dia 1º de julho, e a organização do evento divulgou, na última segunda-feira, os cabeças de chave para a disputa. Roger Federer, vindo da conquista do ATP 500 de Halle, foi confirmado como segundo cabeça de chave, enquanto Rafael Nadal, segundo no ranking da ATP, está como terceiro cabeça de chave.

O torneio é o único Grand Slam que não segue o ranking da ATP e, por isso, algumas controvérsias acabam surgindo. O próprio Nadal é um dos críticos do “ranking da grama”, tendo alfinetado a decisão em entrevista ao informativo ‘Vamos’ do canal Movistar+.

“Wimbledon é o único torneio do ano que faz o que quer, é o critério deles. Seja cabeça de chave 2 ou 3 sei que terei que mostrar meu melhor nível para alcançar o que aspiro”, disse o atual número 2 do mundo no ranking da ATP.

O sérvio Novak Djokovic é o cabeça de chave número 1 e também o primeiro no ranking da ATP, “coincidentemente”, porém a troca de posições se repete em outro caso que não a de Federer e Nadal. O sul-africano Kevin Anderson, atual número 8 do mundo, ficou como quarto bem cotado, fugindo de confrontos com os três melhores antes das semifinais. Confira abaixo os dez primeiros no “ranking da grama” de Wimbledon:

1- Novak Djokovic

2- Roger Federer

3- Rafael Nadal

4- Kevin Anderson

5- Dominic Thiem

6- Alexander Zverev

7- Stefanos Tsitsipas

8- Kei Nishikori

9- John Isner

10- Karen Khachanov

O “ranking da grama”

O torneio de Wimbledon é marcado há muito tempo pelas suas próprias regras e costumes. A principal delas é, com certeza, não seguir o ranking da ATP para definir seus cabeças de chave. Diante das muitas críticas que acompanhavam essa decisão, as duas entidades chegaram em um acordo, em 2012, e foi instituído o “ranking da grama”, um sistema matemático para indicar os favoritos.

Enquanto um torneio de nível ATP já lista seus cabeças-de-chave no momento da inscrição, 42 dias antes do primeiro dia do evento, Wimbledon também segue essa regra, mas acrescenta à pontuação das últimas 52 semanas todos os pontos somados pelo atleta na grama nos 12 meses anteriores, além de mais 75% do melhor resultado que o tenista obteve nesta superfície nos 24 meses anteriores.

Tênis