Conteúdo por Gazeta Esportiva

Cada vez mais profissionais, eSports abrem espaço para psicologia do esporte

Atualizado

A cada dia que passa, os praticantes de eSports (esportes eletrônicos) no mundo crescem mais e mais. Quanto mais gente joga, mais gente também dá o próximo passo e se torna profissional, competindo em campeonatos cada vez maiores e mais lucrativos. Segundo estudo feito neste ano pela Newzoo, agência global de marketing especializada na modalidade, o mercado de jogos eletrônicos deve crescer 15% em relação a 2018, alcançando 450 milhões de potenciais atletas.

O crescimento do negócio como um todo faz com que os pro players, atletas profissionais dos jogos eletrônicos, sejam cada vez mais sérios e busquem métodos cada vez mais sofisticados para melhorarem seu desempenho. É neste cenário que entra a psicologia do esporte, campo importante dos esportes de alto rendimento já há um bom tempo, e que cada vez mais faz parte do dia-a-dia dos eSports.

(Foto: Reprodução/MIBR)

“O que eu vejo de uma diferença mais pontual, é que o futebol tem o componente físico, uma necessidade de treinamento físico muito elevado, e os eSports também, mas não tão elevado, a exigência é muito mais no plano cognitivo e psicológico”, pontua Cozac.

Bom senso para evitar excessos

Assim como no futebol e em qualquer esporte de alto rendimento, a rotina de treinamentos e preparação nos eSports não pode levar os atletas ao esgotamento. Entre horas e horas de treino na frente da tela, o importante, explica Cozac, é encontrar um ponto de equilíbrio baseado no bom senso.

“Assim como qualquer modalidade esportiva, é muito importante que se tenha bom senso na dosagem das cargas de treinamento, para que o atleta não entre em overtraining (excesso de treino) ou em situações de stress. É fundamental que haja um trabalho multidisciplinar, do administrador, do técnico e do psicólogo do esporte, porque pro players em esportes digitais geralmente ficam de 10 a 12 horas em treinamento, com intervalos, refeições, reuniões, debates, mas de toda forma é sim uma rotina cansativa”, diz.

“Embora tenham apenas dois ou três campeonatos durante o ano, e com isso, intervalos grandes entre cada um, então o atleta pode descansar e muitas vezes volta para sua casa, sua cidade, durante os torneios, realmente a rotina é bastante cansativa e cabe muito a questão do bom senso e de uma avaliação contínua sobre a capacidade que a equipe tem, tanto no plano individual como no coletivo, de se manter qualitativamente bem no alto rendimento”, conclui o psicólogo.

*especial para a Gazeta Esportiva

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