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Cafu comenta atuações recentes da Seleção: “Foi mal quando podia”

Atualizado

Nesta terça-feira, a Seleção Brasileira entra em campo no gramado do Mineirão, em Belo Horizonte, para decidir sua vida na Copa América medindo forças com a Argentina pela semifinal do torneio. E para o capitão do pentacampeonato mundial, Cafu, chegou o momento dos comandados de Tite findarem de uma vez por todas a irregularidade apresentada até então, tanto nos jogos da fase de grupos como diante do Paraguai.

Durante a participação em um evento de uma patrocinadora da Seleção Brasileira, o ex-jogador admitiu atuações ruins do Brasil, mas alertou que as partidas ruins vieram nos momentos em que poderiam, já que não valiam a classificação. Contra a Albiceleste, no entanto, o pedido foi por mais uma atuação consistente, já que o outro lado, além do coletiva, há a presença de Lionel Messi em campo.

Cafu admitiu partidas ruins da Seleção Brasileira na Copa América (Foto:Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

“Acho que a Seleção Brasileira jogou mal os jogos que poderia jogar. A gente não se pode permitir mais jogar mal. Se jogar mal contra a Argentina vai pra casa mais cedo. Então espero que a Seleção consiga jogar o futebol que todo mundo espera e fazer uma grande final”, disse Cafu, que comentou sobre o grupo à disposição de Tite, considerado por ele “novo” em termos de Amarelinha.

“A ascensão da Seleção era algo de se esperar. É uma seleção em formação, com jogadores experientes em seus clubes, mas não em termos de Seleção Brasileira. Por isso, tenho certeza absoluta que até a decisão o entrosamento estará 100% e a Seleção vai ganhar a Copa América”, completou.

Um dos aspectos levantados pelo ex-lateral direito para tentar justificar a ausência de entrosamento na Seleção foi o respeito tático aos comandos do atual treinador. E o exemplo dado para explicar o ponto de vista foi ainda da época em que vestia a camisa do Brasil, quando conhecia cada companheiro ao seu lado e já contava com um trabalho estabelecido, algo que Tite segue construindo.

“Se você pegar a maneira como a Seleção joga hoje e como jogávamos era diferente, mas isso depende do jogador. Eu sabia o que eu tinha que fazer, quem estava do meu lado e na minha cobertura. Eu joguei 16 anos na Seleção Brasileira e sempre sabia onde meu companheiro estava. Hoje isso dificilmente acontece, porque cada jogo joga um jogador diferente, cada convocação tem atletas diferentes e isso dificulta não só o trabalho do treinador, como o entrosamento da Seleção Brasileira”, finalizou Cafu.

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