Chapecoense lamenta “espaços vagos” na Arena Condá após rebaixamento

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Após seis anos na Série A do Campeonato Brasileiro, a Chapecoense conheceu seu primeiro rebaixamento na edição da competição encerrada no fim de semana. Nesta segunda-feira (9), um dia após o fim do Brasileirão, o clube catarinense emitiu um comunicado no qual cobra seus torcedores, evita fazer um ‘mea culpa’ e promete reagir em 2020.

“É claro que eu também não queria as minhas arquibancadas com tantos espaços vagos, porque sempre me acostumei a vê-las preenchidas pela paixão. Tanto quanto não queria que tantas súplicas e orações ficassem sem respostas. Por isso, hoje estou aqui. Mostrando a minha cara, que é formada por tantas outras, pra dizer que a minha volta por cima já começou”, registrou o clube catarinense, em comunicado.

“Eu continuo entre os gigantes. Porque sou feita de pessoas e, neste caso, a grandeza se refere, principalmente, ao tamanho do coração – para colocar paixão em tudo – e da disposição dos meus tantos braços e pernas a fim de me levar, novamente, ao lugar de onde eu jamais devia ter saído”, apontou a diretoria da Chapecoense.

O rebaixamento do clube catarinense foi decretado ainda na derrota para o Botafogo, no dia 27 de novembro, faltando três rodadas para o fim do Brasileirão.

O time encerrou sua campanha na penúltima colocação, com 32 pontos. Foram sete vitórias, 11 empates e 20 derrotas. Ou seja, um aproveitamento de 28,1%. Além disso, o clube contou com três técnicos diferentes ao longo do ano: Claudinei Oliveira, Ney Franco e Marquinhos Santos.

Confira mais uma parte da nota divulgada pela Chapecoense: 

“Hoje, mais importante do que minha divisão, é a minha essência. Mais importante do que qualquer título, é ter a sua confiança. Travarei guerras no campo sempre que precisar. Jamais me desviarei dos meus compromissos. Farei com que defendam minha camisa, dentro e fora das quatro linhas, com respeito, disciplina, paixão e conhecimento. Isso, conhecimento. Pra estar aqui, é preciso saber de cada gota de suor e lágrimas que fizeram parte da minha ascensão. Pra estar aqui, é preciso saber que sou a Chapecoense. Não cheguei ao topo por acaso. Tenho orgulho da minha história, das minhas raízes, e de todas as minhas caras. Tudo passa, eu fico”.

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