Clássico é marcado por civilidade antes do jogo, confusão e destruição dentro do estádio

O clássico deste sábado (12) entre Figueirense e Avaí foi marcado pelo contraste dentro e fora de campo. No embate entre os atletas a partida foi distinta, com leve vantagem para o Figueirense no primeiro tempo e suprema vantagem do Avaí na segunda etapa – transformada em vitória. Nas imediações do estádio Orlando Scarpelli, esse cenário foi semelhante. Torcedores dos dois clubes foram vistos convivendo – e confraternizando – pacificamente os momentos pré-jogo. Esse espírito, contudo, não foi tomado por todos já que confusões foram registradas na torcida do Alvinegro.

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Clássico Figueirense x Avaí pela Série B - Marco Santiago/ND
Clássico Figueirense x Avaí pela Série B – Marco Santiago/ND

Foram sete dias de incerteza sobre a presença das duas torcidas no estádio. Por uma iniciativa da PM (Polícia Militar), o MPSC (Ministério Público) foi acionado com base em uma série de ocorrências envolvendo torcedores dentro e fora dos estádios em dias de clássico nos últimos anos.

Essa alternativa foi prontamente abortada em reunião realizada na sede do MP, na última quarta-feira, com algumas ponderações, entre elas, de que o jogo deste sábado serviria como “teste”.

Para o comandante do 22º BPM (Batalhão da Polícia Militar), tenente-coronel Sandro Cardoso da Costa, o rescaldo foi inicialmente positivo. “Posso te dizer que a essência, a boa convivência entre as torcidas aconteceu. Só uma parcela da torcida do Figueirense que não colaborou”, ponderou o comandante.

Clássico entre Figueirense x Avaí, pela Série B - Marco Santiago/ND
Clássico entre Figueirense x Avaí, pela Série B – Marco Santiago/ND

Pouco depois do apito final, integrantes da torcida organizada do Figueirense se envolveram em uma confusão. Conforme o tenente-coronel seria um suposto enfrentamento entre torcedores de uma organizada contra torcedores “anônimos” de outro setor, que estariam supostamente criticando a postura dessa mesma organizada. A PM interviu rapidamente sem maiores problemas.

Outro registro foi feito também pelo árbitro da partida, Rodolpho Toski Marques, que relatou em súmula a quebra de três placas de acrílico que separam as arquibancadas do campo de jogo. No apontamento, no entanto, o árbitro ressaltou o “controle rápido da situação” por parte da Polícia Militar.

Cerveja, churrasco e amizade

O clima no entorno do Orlando Scarpelli, de maneira geral, foi pacífico. A rivalidade esbarrou nos cânticos tradicionais e, mais que isso, no churrasco e na cerveja nas horas que antecederam o confronto.

“Nós, como torcedores, somos pacíficos. A gente mexe, brinca entre nós, mas só isso. A gente vem, faz uma carne, se mistura e toma uma cerveja. Se eles extinguirem uma torcida, vai acabar isso”, lamentou Plínio Fabiano Corrêa, 39 anos, torcedor do Avaí.

Plínio ainda lembrou e lamentou a presença de “torcedores e torcedores”. “A rivalidade parece que toma a cabeça de muitos. Nós não, a gente carrega a amizade primeiro, para depois os times. Jamais brigaremos por causa disso”, refletiu.

Clássico entre Figueirense e Avaí, válido pela Série B - Marco Santiago/ND
Clássico entre Figueirense e Avaí, válido pela Série B – Marco Santiago/ND

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