Conteúdo por Gazeta Esportiva

Clayson e Pedrinho justificam poucos gols por ajuda na marcação

Os atacantes Clayson e Pedrinho são cobrados tanto pela comissão técnica quanto pela torcida para fazerem mais gols, aparecendo mais no ataque, mas ainda não conseguiram agradar a todos. Mesmo elogiados por “entrarem mais na área”, pedido principal do técnico Fábio Carille, os dois acreditam que a necessidade de cumprir função tática na marcação atrapalha o desempenho ofensivo.

“A gente se cobra bastante no dia a dia. Mas sabemos que o Corinthians é diferente, os pontas não costumam fazer os gols”, disse Pedrinho, autor de três tentos na temporada e dono de apenas oito em três anos como jogador do profissional do clube. Para ele, quem atua mais centralizado, perto do atacante, tem essa possibilidade.

“Rodriguinho jogava mais centralizado e era decisivo. Eu e o Clayson, como a gente está marcando, defensivamente muito atrás, muito difícil a gente estar marcando gol lá na frente”, continuou Pedrinho, que já disse seguidas vezes preferir atuar mais centralizado.

Clayson, por sua vez, tem 11 gols marcados, o último justamente na vitória sobre o Flamengo, pelo Brasileiro. Com os números um pouco mais favoráveis devido aos três pênaltis batidos e convertidos por ele no Alvinegro. Se levar em consideração disputas de penalidades, o número sobe para sete a favor do corintiano.

“Corinthians tem um sistema de jogo definido há anos, a parte tática tem que cumprir função, ficamos longe do gol. Não é só importante marcar o gol, mas também definir com uma assistência”, concluiu o ponta esquerda corintiano.

Décimo colocado do Campeonato Brasileiro, com 16 pontos conquistados na tabela de classificação, o Timão só volta as suas atenções mais uma vez ao torneio no domingo, quando encara o Fortaleza, no Ceará, pela 12ª rodada do torneio. Antes, a equipe encara o Montevideo Wanderers, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana, nesta quinta-feira, na Arena.

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