Conteúdo por Gazeta Esportiva

Coelho cita família, se emociona, explica mudança e rasga elogios ao elenco

O clima é outro no Corinthians. Mais leve, mais alegre e, aparentemente, mais unido também. Durante o jogo os sinais já foram perceptíveis, mas ficaram evidentes na entrevista coletiva de Dyego Coelho, logo após a vitória corintiana por 3 a 2 em cima do Fortaleza, na Arena de Itaquera.

“Minha história aqui dentro é de alegria, tristezas, mas tem uma coisa que fica sempre, o que meus pais têm, o que minhas filhas têm, é o Corinthians que me proporcionou, então, não penso se amanhã vou sair, se vai chegar alguém, quero viver cada dia para o clube que me proporcionou muita coisa”, afirmou o ex-lateral e agora técnico interino desde a saída de Fábio Carille.

“Hoje eu poderia retribuir tudo que o Corinthians fez por mim, saí da minha casa muito cedo. Eu sei o que significa o Corinthians para minha família. Vencer passa um filme na cabeça, eu morava aqui atrás, quando o estádio era um CT com três campo e só, bola caia na radial e você lá. Pai e mãe falando ‘vai pro Corinthians’, e graças a Deus a gente conseguiu uma vitória que faz lembrar muita coisa”.

“Hoje, no fechamento ali, antes de entrar, primeira coisa que eu falei foi exatamente isso, primeira vez, desde que encerrei (a carreira de atleta), deu vontade de jogar futebol hoje. Mas, não pode mais, também não era nenhum grande jogador”.

Diferente do seu antecessor, Dyego Coelho rasgou elogios ao grupo de jogadores.

“O boleiro gosta da verdade. Se você tiver duas conversinhas com ele, não vai funcionar. Eu procuro falar a verdade, falar o que ele pense e o que está acontecendo hoje. A gente está numa briga pela Libertadores, se você cobrar como tem que ser cobrado, eles vão te aceitar, não importa se está há muito tempo ou chegando agora”, explicou, antes de agradecer o empenho do grupo para uma proposta de jogo totalmente nova em relação ao que o time vinha apresentando.

“Na terça, pré-jogo, alguns, a maioria, quando a gente pensou em marcar pressão, pra mudar realmente o comportamento, não adianta eu falar, o treino precisa exigir isso, e eles atingiram velocidade de jogo na marcação pressão na terça”.

“São jogadores muito inteligentes, foi uma ideia nossa, de pressionar e sair em três zagueiros, Michel atinja a última linha, deixar o meio mais móvel para abastecer nosso 9”, comentou.

“Mérito agora é dos jogadores, porque eles mudaram a chavinha, eles conseguiram executar hoje de uma maneira que acho que o torcedor gostou, com a bola, sem a bola, se entregaram. Se a gente tiver treino, realmente podemos evoluir muito mais”.

Desde a vitória por 3 a 1 em cima do próprio Fortaleza, no primeiro turno, o Corinthians não marcava três gols em um jogo só.

“Três gols é bom, né? Por ficar exposto, às vezes a gente toma gol, mas quando sufoca ao adversário com uma linha de cinco, com amplitude, acho que a gente consegue mais fazer que tomar”.

Os elogios finais aos atletas foram acompanhados de mais um momento pessoal emocionante de Dyego Coelho.

“A sensação que eu tive quando o árbitro acabou o jogo foi do “sim” que eu tive quando eu tinha 11 anos e fui aprovado no clube. Os jogadores proporcionaram isso, eles são fantásticos, trabalham. Aquela preocupação, eu fiquei também, mas eles fizeram porque eles querem”, concluiu.

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