COF reprova contas do Palmeiras pelo terceiro mês seguido

Maurício Galiotte tem sofrido derrotas no Conselho de Orientação e Fiscalização - FOTO: Cesar Greco
Maurício Galiotte tem sofrido derrotas no Conselho de Orientação e Fiscalização – FOTO: Cesar Greco

O Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do Palmeiras reprovou, por 12 votos a 4, as contas do mês de março. O órgão já havia feito isso com as contas de janeiro e fevereiro.

O motivo: a maioria dos “cofistas” não concorda com os novos contratos assinados com a Crefisa. Depois de uma multa aplicada pela Receita Federal à patrocinadora do Verdão, ficou estabelecido que o clube tem de devolver todo o valor aportado pela empresa para a aquisição de reforços, mesmo que os jogadores não sejam vendidos. O valor gira em torno dos R$ 120 milhões.

A alegação é de que o presidente Maurício Galiotte deveria ter consultado o órgão antes de assinar esses aditivos. O estatuto do clube diz que o presidente não pode contrair dívida superior a 10% da receita prevista sem submeter a operação a aprovação. Os pares de Galiotte argumentam que cada jogador representa um contrato diferente, e que portanto são diversas dívidas, todas menores do que os 10% da receita prevista.

No último sábado, Galiotte solicitou a Seraphim Del Grande, presidente do Conselho Deliberativo, que convoque uma reunião extraordinária para esclarecer dúvidas sobre esses contratos. Caso o Conselho seja convidado a aprovar a operação, é bem provável que o faça, já que o presidente tem maioria no órgão. Se isso acontecer, os pareceres negativos do COF passarão a ser meramente formais, sem nenhum efeito prático.

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