Com base e “medalhões” mesclados, Guarani de Palhoça recebe o líder da Segundona de SC

Guarani de Palhoça em jogo da Série B do Catarinense – Lucas Gabriel Cardoso/divulgação

Depois de finalmente vencer a primeira na Série B do Catarinense, o tradicionalíssimo Guarani de Palhoça vai para uma missão bastante dura nesse final de semana, em jogo válido pela 7ª rodada da competição: recebe, em casa, o líder e invicto Almirante Barroso, às 15h. Nada que assuste a comissão técnica do Bugre que vê a chance de, em caso de vitória, dar início a uma arrancada para retornar a elite do futebol catarinense.

Até o último final de semana o Guarani era uma das surpresas negativas da Segundona local. Depois de cinco jogos (quatro derrotas e um empate) o time comandado por Hudson Coutinho finalmente venceu sua primeira partida. Foi jogando em Palhoça, no estádio Renato Silveira que o time conseguiu arrancar seu primeiro triunfo.

E o técnico bugrino, que é natural da região, quer aproveitar essa chance para ir em busca da segunda e seguida vitória. A missão, parece não ser das mais simples, mas o comandante tem uma alternativa para tal.

“Dá pra sonhar [com o acesso], acredito que dá. O líder tem 16 pontos, mas desses ele jogou cinco jogos em casa. O objetivo é diminuir a diferença, será um jogo que não estão acostumados a jogarem fora. O que eles jogaram fora, empataram”, avaliou Coutinho.

Questionado pelo início cambaleante do Bugre Palhocense, Hudson revelou que o clube teve dificuldades no que diz respeito a pré-temporada. Além do quesito estrutural, o comandante pontuou a situação envolvendo o clima.

“Começamos um pouco atrasados em relação a treinamento, a coisa foi meio atropelada em relação ao início e a contratação de atletas. Foram 20 dias e pegamos um período chuvoso na região”, acrescentou.

Hudson Coutinho ainda lembrou o momento e a necessidade de arrumar o time com a competição em andamento. Ele usou uma expressão para descrever essa altura e o que está sendo feito em busca dessa classificação a Série A do Catarinense.

“Estamos arrumando o time com a competição em andamento, faz parte, tivemos pouco tempo de treino, não tivemos a possibilidade de amistosos. É trocar o pneu com o carro em movimento”, acrescentou.

Um elenco em busca de equilíbrio

Reconhecidamente como um clube formador, o Guarani de Palhoça aposta, nessa temporada, em um grupo mesclado. A liderança técnica e de maior história é o meia Léo Gago, identificado com Avaí e com passagens por grandes clubes do país. O experiente atacante Rodrigo Silva, 36 anos, passagens por Figueirense, América-MG e futebol europeu é outro com “nome” integrando o grupo.

Léo Gago [aquele] autor do gol da vitória do Guarani – Lucas Gabriel Carodoso/divulgação

“O importante é um equilíbrio. A natureza do Guarani é formar atletas, é um clube formador e a direção montou esse time buscando essa importante mescla. O objetivo é ser um clube formador, um clube que investe na base, que negocia jogadores. Temos que adaptar essa situação”, explicou o comandante.

Entre as principais promessas do atual time, o técnico do time falou no lateral-esquerdo Henrique, 21 anos, que fez toda a base no Bugre. O volante Diogo, 18, é outro que tem tudo para “jogar em clube grande” em breve.

Desde 2016 longe da Série a, o Guarani atualmente ocupa a 8ª posição com 4 pontos. O regulamento da Segundona é semelhante ao da primeira divisão. Dez clubes jogam em turno e returno e, os dois primeiros, decidem o título. Os dois primeiros colocados, além da final, estarão automaticamente aptos a disputarem a primeirona em 2020.

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