Com extracampo turbulento, Figueirense precisa se espelhar em 2018 para não repetir erros

O Figueirense da Série B vai muito bem, obrigado. Depois de aplicar sua maior goleada na temporada, 4 a 0 sobre o América, em Belo Horizonte, o time de Hemerson Maria grudou no G4 e depende só de si para terminar a 10ª rodada na ponta de cima da tabela. A expectativa, dessa maneira, passa por não repetir o ano de 2018 quando a posição, nesse momento, era a mesma: 6ª.

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O Figueirense quer voltar à Série A do futebol nacional e isso foi estipulado como meta em dezembro, no discurso de chegada de Hemerson Maria. Até o momento está fazendo por onde já que soma 16 pontos em 27 disputados e goza de um aproveitamento de G4.

Em protesto contra atraso de parte dos salários, jogadores do Figueirense optaram por não treinar – Divulgação/Figueirense

A pontuação, inclusive, é maior que a essa altura do campeonato em 2018 que, apesar do término decadente (15º com 46 pontos), teve um início promissor.

O time do então técnico Milton Cruz, após nove rodadas, somava 14 pontos, a um do G4, na mesma 6ª posição.

Aquele mesmo time chegou na 3ª colocação na 17ª rodada ao somar 28 pontos – ao bater o Vila Nova de Hemerson Maria por 2 a 1. Daí em diante o grupo perdeu o embalo e, pouco a pouco, foi despencando na tabela.

Embora nada oficial, a informação colhida pela reportagem, à época, dava conta de que o suposto atraso salarial estaria influenciado diretamente no rendimento dos jogadores.

Nesse ano o drama financeiro se repete. Os atletas, depois de desistirem da concentração às vésperas da final da Recopa Catarinense no início do mês, abandonaram o treinamento na manhã desta segunda-feira (15), mais uma vez, em protesto ao atraso nos vencimentos.

Resta saber se o desempenho dentro e fora de campo seguirão caminhos contrários.

Figueirense não se manifesta 

Além do protesto antes do título da Recopa, a semana que antecedeu a reestreia na Série B foi marcada por treinamentos sem a tradicional coletiva de imprensa. Ao final da goleada sobre o Coelho, na manhã de sábado, a comissão técnica também não se pronunciou.

Nesta segunda-feira o clube, por meio da sua assessoria de imprensa, limitou-se a descrever a situação como “decisão interna”.

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