Com trajetória de altos e baixos, Gabigol chega a 100 jogos pelo Santos

Camisa 10 foi o maior artilheiro da equipe em 2014, mas neste ano chegou a ser terceira opção de elenco. Sem Robinho, virou titular e alcançará marca no clássico de domingo

Divulgação

Estar abaixo apenas de Coutinho e Pelé em um ranking de atletas do Santos Futebol Clube já é um feito grandioso por si só. Mas Gabriel Barbosa, que também atende pelo apelido de Gabigol, conseguiu marcas ainda mais impressionantes em 99 partidas pelo clube. Domingo, contra o Palmeiras, ele completará o centésimo jogo de uma história de altos e baixos construída desde 2013.

Gabigol foi o terceiro jogador mais jovem a vestir a camisa do time profissional do Santos, com 16 anos e quatro meses em janeiro de 2013. Gabigol também será o terceiro mais jovem a fazer 100 jogos – isso caso seja escalado no fim de semana, pela 14ª rodada do Brasileirão. Nos dois rankings, só Coutinho e Pelé lideram.

Atual camisa 10 do Santos, o jovem só agora está conseguindo uma sequência de jogos na temporada. Principal artilheiro da equipe aos 17 anos, em 2014, ele chegou a ser terceira opção entre os reservas durante este ano, mas ganhou chance após a saída de Robinho e já parte para o nono jogo seguido como titular. De artilheiro a terceira opção a, novamente, titular, a prova da montanha russa que têm sido os primeiros anos de Gabigol como atleta profissional.

Principal revelação da base após a geração de Neymar, o jovem surgiu com alta expectativa. Se por um lado ainda não se transformou no grande ídolo que se esperava, por outro tem feitos marcantes para uma idade em que a maioria dos companheiros disputa só a Copa São Paulo: um título, 99 jogos e 28 gols pelo Santos. Em 2015 já são cinco gols, atrás apenas de Ricardo Oliveira, e mais quatro assistências, números que fazem Gabigol um dos mais eficientes do time, mesmo reserva a maioria do tempo.

Dorival Júnior, técnico anunciado há menos de uma semana, já viu o camisa 10 estrear com gol e assistência. E mais do que isso: disposição para marcar e ajudar a defesa.

– Contra o Figueirense o Gabriel deu combate atrás, teve participação defensiva e ofensiva e se fez presente para finalizar em gol porque vinha compondo lá atrás. Ele é o exemplo da mudança de postura que eu quero no time – elogiou o técnico.

Tachado de marrento por parte da torcida (marca que revolta seus familiares e representantes), Gabigol também é o “Menino da Vila santista e cruel” para outra parte. Com cobranças e números de atleta veterano, o jovem camisa 10 “vai pra cima”, como canta a torcida, para convencer a todos de seu potencial.

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