Confira como os 20 clubes da Série B aproveitaram a parada para a Copa América

Atualizado

A Série B, como de praxe, se antecipou e começou suas atividades antes da Série A. Alguns jogos já marcaram – e surpreenderam – a semana. O tradicional Vitória (BA), sob o comando de Osmar Loss, perdeu mais uma e é o lanterna da competição. O Criciúma, que teve um início de Segundona cambaleante, mostrou força e quer se consolidar como um dos postulantes a uma das quatro vagas.

Jogadores do Figueirense comemoram o título da Recopa Catarinense 2019 – Matheus Dias/FFC/divulgação

Expectativa total sobre o emergente Bragantino que, fundido com a Red Bull, lidera a competição desde a primeira rodada. Vai conseguir consolidar essa campanha?

Leia mais:

O ND+, de olho nos catarinenses da segundona, investigou a situação dos 20 clubes nesse período de interrupção do calendário para saber o que cada um fez – ou não fez.

Na Série B mais “parelha” dos últimos anos, quem conseguirá avançar e ter uma experiência junto aos principais clubes do País em 2020?

América-MG – 18º

Recém-chegado da elite e com um dos principais orçamentos da segunda divisão, o Coelho ainda não “estreou” na Segundona. Contratou dois nomes, o meia Geovane e o atacante Elias – ex-Figueirense e Botafogo. Realizou dois jogos-treinos contra os rivais de Minas, Atlético e Cruzeiro: e bateu os dois. Resta saber se vai mostrar força nesses 30 jogos que restam na Série B para brigar mais em cima na tabela.

Atlético-GO – 6º

Outro clube tradicional e que recentemente esteve na elite do futebol, o Atlético-GO mantém um padrão de postulante a uma das vagas na elite em 2020. Assim como fez na Segundona em 2018, o Dragão se mostra disposto a brigar nessa temporada. Na retomada da competição vai para um clássico contra o Vila Nova.

Botafogo-SP – 2º 

Oriundo da Série C o Botafogo é uma das surpresas da competição. Vice-líder vai para um jogo contra o Brasil, em Pelotas, para se manter na parte de cima da tabela. Comissão técnica, jogadores e direção, no entanto, adotam o discurso de “pontuar para se manter na Série B”.

Bragantino – 1º 

O mais temido dos participantes da Série A já causa muita inveja em times gigantes do futebol nacional. Realizou sua intertemporada na Áustria ao longo de três semanas. Foram cinco jogos-treinos e cinco vitórias. O time do técnico Antônio Carlos Zago não perdeu jogadores e promete “incomodar” até o final do ano.

Brasil-RS – 15º 

O Xavante Gaúcho vive interminável crise. Depois de lutar contra o rebaixamento na Série B de 2018 e no Gauchão 2019, o Brasil de Pelotas viu seu técnico e ídolo Rogério Zimmermann pedir o boné. Em entrevista concedida revelou que, entre outras coisas, pediu demissão em função dos salários atrasados no clube e no descumprimento da palavra por parte da direção.

Coritiba – 9º 

Está entre os clubes que já retomaram as atividades dentro da tabela da Série B. E da pior maneira possível: o Coxa Branca foi derrotado pelo Criciúma, no Sul de Santa Catarina, por 2 a 1 com direito a uma virada no final da partida. Entre seus torcedores reside a dúvida sobre o que fará, afinal, o clube nesse segundo semestre de 2019. Vai mesmo tentar uma vaga ou vai repetir o ano passado quando terminou na metade da tabela?

CRB – 13º

Se a campanha até aqui é cambaleante, o CRB vive um bastidor movimentado. O clube alagoano – que olha para o seu maior rival na Série A – está em processo político. Recentemente teve a eleição e reformulação do seu Conselho Deliberativo. Essa mudança vem apoiada em uma campanha que acredita no acesso ao final do ano.

Criciúma – 10º

Outro time que já retornou à Segundona ao melhor estilo: vitória, de virada, pra cima do Coritiba. A torcida tricolor agora espera que o time, depois de anos, consolide-se no bloco de cima da tabela. Se sobreviver ao assédio de outros clubes pode ter sucesso ao final do ano aos cuidados de Gilson Kleina.

Criciúma do zagueiro Sandro. Crédito: Fernando Ribeiro/Futura Press

Cuiabá – 11º

Dono do principal resultado da rodada – até aqui – com vitória sobre o Vitória, na Bahia, o Cuiabá vai para uma campanha para se manter na Série B. Aproveitou a parada da Copa América e realizou um jogo-treino com o São Paulo onde foi derrotado.

Figueirense – 8º 

O desempenho dentro de campo é melhor que a condição que ronda o estádio Orlando Scarpelli. Com problemas financeiros, o Figueirense soma bons resultados sob a disciplina de Hemerson Maria. Resta saber se, o segundo semestre, o desempenho vai acontecer independente do que acontecer nos bastidores do clube ou se, assim como o ano passado, vai deixar interferir no desempenho. O clube já contratou 24 jogadores na temporada e mais nomes podem chegar. O torcedor, esperançoso, se agarra na figura do técnico alvinegro o grande avalista de tudo que o Furacão produziu no ano.

Guarani – 19º 

Ocupa uma faixa pouco nobre da tabela mas está em companhia de outras grifes desta Série B: Vitória e América. Resta saber se o Bugre vai se consolidar como uma das decepções da temporada ou se vai ter força para recuperar terreno na classificação. Com a saída de Vinícius Eutrópio, Roberto Fonseca carrega a esperança do tradicionalíssimo Guarani.

Londrina – 3º 

Será que agora vai? Já são seguidas temporadas que o Tubarão Paranaense luta pelo acesso mas, por um capricho (?) do futebol, acaba ficando de fora. Atualmente é 3º colocado e representa uma das principais campanhas desse começo de Série B. Se conseguir resistir ao assédio dos clubes maiores, pode, enfim, comemorar o acesso com seu torcedor. Retorna na Série B com um clássico contra o Operário, em Ponta Grossa (PR).

Oeste – 12º 

É o recordista de empates na história da Série B. Em 2018 empatou 21 vezes em 38 jogos e bateu seu próprio recorde que era de 20 empates no ano anterior. Esse ano já tem cinco empates em oito jogos e a regularidade tende a ser mantida. A expectativa do clube é, mesmo com esse desempenho semelhante, manter-se na Série B.

Operário – 17º 

O Fantasma, dos quatro clubes que acessaram a Série B em 2018, apresenta o pior desempenho. Mesmo assim acredita que pode fazer uma campanha mais “segura” na segunda divisão. A direção, em meio a intertemporada, realizou dois jogos-treinos e fez, ao menos, duas contratações. Joga nessa retomada um clássico estadual contra o Londrina. É a chance de mostrar a que veio.

Paraná – 7º 

Um dos clubes que desceram da Série A, o Paraná mostra que a queda ficou para trás e vem jogando para retornar a convivência dos grandes. O time paranista é 7º na Segundona e acredita que pode repetir 2017 quando conquistou o acesso. Fora de campo destaque para o seu uniforme que é confeccionado pelo próprio clube.

Ponte Preta – 5º 

A Macaca quer repetir – em partes – o ano de 2018 quando chegou na 38ª rodada com chances reais de acesso. Esbarrou no Avaí, em Florianópolis, quando empatou em 0 a 0 e perdeu a oportunidade de retornar ao grupo de elite. O técnico Jorginho acredita na regularidade do time até o final da competição para que conquiste o acesso dessa vez.

São Bento – 16º 

O time de Sorocaba, sob o comando de Doriva, vem de um ano ruim. Rebaixado para Série A2 do Paulista o São Bento precisa melhorar – e muito- seu aproveitamento se não quiser cair também na Série B da competição. Na retomada da Série B consegui, no máximo, arrancar um empate com o Spor, em Sorocaba, a poucos minutos do fim.

Sport – 4º 

É o único representante dos times que vieram da Série A que está dentro do G4. Sob o comando de Guto Ferreira voltou da parada com um empate com o São Bento. Tem peças importantes que, se forem mantidas, podem garantir o Leão da Ilha do Retiro entre os primeiros colocados. O time, fora de campo, vive um momento meio difícil com o maior ídolo da sua história o goleiro Magrão que entrou em litígio com o clube.

Vila Nova – 14º 

O Vila Nova, depois de três anos jogando no pelotão de cima da tabela, em 2019 mostra menos força. Retorna à Série B em clássico contra o Atlético-GO. No período da intertemporada realizou jogos-treinos com times grandes como o Corinthians onde foi derrotado. Joga para não cair para Série C

Vitória – 20º 

A maior decepção da competição. Oriundo da Série A, o Vitória passa por grave crise financeira e crise técnica. Já trocou de treinador na temporada em duas oportunidades e caminha para a terceira troca. Osmar Loss, o nome da vez, acumula uma série de cinco jogos sem vencer. Na retomada da competição perdeu, dentro de casa, para o Cuiabá. Ou uma medida drástica é tomada ou o Leão pode amargar a Série C em 2020.

Mais conteúdo sobre

Futebol